colecistite

Trabalho realizado por...

Nilcilene Cristina da Silva

Silvio Malek de Souza.

Objetivos:

  • Colecistite

  • Colicistectomia

Introdução:

  • O sistema biliar pode ser afetado por inflamação,obstrução,infecção e carcinoma.

Os cálculos podem formar-se em qualquer parte do sistema biliar.

Colelitíase

Podendo originar

  • colecistite

Classificação

  • Há 2 tipos gerais de colecistite

Epidemiologia

*10% dos homens dos homens com idades > a

55 anos,apresentam cálculos biliares 20 a 25 milhões

de adultos têm cálculos biliares

*São diagnosticados anualmente 1 milhão de casos

novos.Muitos, se não a maioria dos pacientes são

assintomáticos e teoriza-se que um grande numero de

casos se mantenham sem diagnostico.

*10% de pessoas com cálculos biliares desenvolveram

sintomas ao fim de 5 anos após o diagnostico.

*Mais de 500 000 cirurgias são realizadas anualmente.

Colecistite aguda ou calculosa

Etiologia

  • A etiologia exata dos cálculos é desconhecida .

Fatores de risco

  • Os fatores de risco dos cálculos biliares incluem varias situações clinicas associadas ao excesso de colesterol.

perda rápida de peso

Meia idade obesidade

Gravidez sexo

Hipercolesterolemia doença do íleon

alterações na formação e na excreção do colesterol

Manifestações clinicas

súbita

intensa

dor constante

persiste1/13 horas

Anorexia

náuseas

vômitos

febre ligeira moderada

calafrios

tremores

Manifestações clinicas

  • Ausência de ruídos intestinais

  • Distenção abdominal

  • Hipersensibilidade aguda abdominal

vesícula biliar tensa/aumentada

Contagem leucocitária elevada

ligeira elevação dos níveis de bilirrubina sérica

ligeira elevação da fosfatase alcalina

Diagnóstico

  • O diagnóstico é estabelecido com base em...

  • Anamnese

  • Exame físico

  • Leucocitose-10 000 a 15 000 células/ mm³

  • Bilirrubina elevada-<5 mg/dl

  • Aminotransferases séricas elevadas 5 vezes+ o

normal

Cintilografia biliar com radionuclídios

+Colecistografia(PO ou EV)

TRATAMENTO

Colecistite aguda acalculosa

Etiologia

  • Em 5ª 10 % dos pacientes com colecistite aguda,a presença de cálculos.

Em mais de50% não se encontra qualquer

explicação para a inflamação acalculosa da

vesícula biliar.

Fatores pré disponentes

  • Traumatismos

  • Queimaduras graves

  • Período pós parto depois do trabalho de parto prolongado

  • Vasculites

  • Adenocarcinoma obstrutivo da vesícula

  • Infestação parasitaria na vesícula biliar

  • Diabetes mellitus

  • Infecções bacterianas da vesícula biliar

  • Torção da vesícula biliar

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

  • As manifestações clínicas da Colecistite

  • Acalculosa são indistinguíveis das manifestações clínicas da colecistite cálculosa.

DIAGNÓSTICO

  • demonstram

Tratamento

  • O tratamento da colecistite acalculosa aguda passa por...

Colecistite aguda enfisematosa

Etiologia

Manifestações clínicas

  • As manifestações clínicas são essencialmente indistinguíveis daquelas na colecistite não gasosa.

Diagnóstico

  • demonstra

Tratamento

  • Os índices de morbilidade e mortalidade são consideráveis para a colecistite enfisematosa.

Colecistite crônica

inflamação crônica

  • crises repetidas

Manifestações clinicas

  • A colecistite crônica pode aparecer assintomática por vários anos,pode progredir para doença da vesícula biliar sintomática ou para colecistite aguda ou ainda apresentar complicações.

Tratamento

  • Em mais de ¼dos doentes com colecistite crônica, verifica-se a presença de bactérias na bile.

  • Embora a ocorrência de bile infectada num doente com colecistite crônica submetido a colesitectomia não contribua muito para o risco cirúrgico...

tem sido recomendada a realização de

tratamento

  • É recomendada... administração de

Tratamento clínico

  • Internamento (prévio à cirurgia, para estabilização do doente).

=> Analgesia:

- meperidina

- pentazocina

colecistectomia

  • Tratamento cirúrgico

COMO É A CIRURGIA?

O paciente é operado com Anestesia Geral. Inicialmente, é realizada uma pequena incisão, em torno de 1 cm, na região do umbigo, por onde é introduzida uma agulha (Agulha de Veress), através da qual será insuflado um gás especial para encher a cavidade abdominal até uma determinada pressão (até 12 mmHg), monitorada através de aparelhos. A intenção é criar um espaço real para que se possa proceder a cirurgia. 

Agulha sendo introduzida no abdômen para insuflação do gás

Após atingir a pressão ideal, introduz-se um tubo de diâmetro maior, chamado Trocáter por onde é colocado o laparoscópico - câmera - que é conectado a um ou dois monitores de TV. Através deles é visualizada toda a cavidade abdominal. Este instrumento é manuseado por um dos médicos da equipe cirúrgica, chamado “ 1º auxiliar ou o câmera

  • Após isto, são realizados mais três pequenos cortes – portais – por onde são colocados outros trocáteres ( 5 e 10 mm) e introduzidas as pinças que são utilizadas durante o procedimento cirúrgico pelo cirurgião.

A cirurgia é realizada com pinças, tesoura, um gancho ligado ao eletrocautério, sendo as estruturas ligadas com pequenos clips metálicos que ficam no paciente.

Vesícula biliar sendo dissecada com gancho.

Vesícula sendo colocada na Endobag.

A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA É SEMPRE REALIZADA? Embora raro, num pequeno número de pacientes este procedimento não é possível de ser realizado. Isto pode ocorrer, geralmente, devido a dificuldades anatômicas locais e/ou técnicas do paciente, do grau de inflamação e/ou sangramento que podem ocorrer no local, devido à doença da vesícula ou mesmo do paciente. Nestes casos, quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia – nome dado a esta atitude de abrir a barriga do paciente - significa pensar em prol da segurança, não se considerando, este fato, uma complicação, mas sim, como um julgamento cirúrgico (bom senso, de fato). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem, além daqueles mencionados acima, também, a obesidade excessiva, história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil controle, entre outros. Nunca se deve esquecer de que a Videocirurgia é apenas mais uma via possível de procedimento cirúrgico. 

A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA É SEMPRE REALIZADA? Embora raro, num pequeno número de pacientes este procedimento não é possível de ser realizado. Isto pode ocorrer, geralmente, devido a dificuldades anatômicas locais e/ou técnicas do paciente, do grau de inflamação e/ou sangramento que podem ocorrer no local, devido à doença da vesícula ou mesmo do paciente. Nestes casos, quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia – nome dado a esta atitude de abrir a barriga do paciente - significa pensar em prol da segurança, não se considerando, este fato, uma complicação, mas sim, como um julgamento cirúrgico (bom senso, de fato). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem, além daqueles mencionados acima, também, a obesidade excessiva, história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil controle, entre outros. Nunca se deve esquecer de que a Videocirurgia é apenas mais uma via possível de procedimento cirúrgico. 

TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR A grande maioria dos pacientes submetidos à Colecistectomia Videolaparoscópica permanece internado em torno de 24 horas. Em alguns casos, o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia. Em outros, entretanto, excepcionalmente, pode permanecer até 48-72 h.

  • TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR A grande maioria dos pacientes submetidos à Colecistectomia Videolaparoscópica permanece internado em torno de 24 horas. Em alguns casos, o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia. Em outros, entretanto, excepcionalmente, pode permanecer até 48-72 h.

RISCOS DA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA É uma cirurgia normalmente tranqüila e segura. Entretanto, complicações podem ocorrer como em qualquer outro procedimento cirúrgico de médio ou grande porte.

  • RISCOS DA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA É uma cirurgia normalmente tranqüila e segura. Entretanto, complicações podem ocorrer como em qualquer outro procedimento cirúrgico de médio ou grande porte.

COLECISTECTOMIA ABERTA

  • COLECISTECTOMIA ABERTA

  • A retirada da vesícula de forma tradicional ou cirurgia aberta, também, ainda, é realizada com freqüência, especialmente, no interior. Em Hospitais de pequeno porte onde não se dispõe de aparelhagem de Vídeo Cirurgia. Em Augusto Pestana, por exemplo, cidade de 8 mil habitantes, distante 15 km de Ijuí, onde trabalhamos, realizamos este procedimento de rotina, por não dispor de Equipamento para Videolaparoscopia. Tecnicamente, consiste em realizar uma incisão - corte - no lado direito do abdômen, abaixo das costelas, geralmente em torno de 10 a 20 cm, conforme a situação e o porte físico do paciente (foto abaixo). 

Posteriormente a isto, o procedimento é o mesmo da cirurgia Videolaparoscópica.  Ao invés de clips, entretanto, usamos fios inabsorvíveis para fazer as ligaduras (amarras) das estruturas – vasos e ducto cístico. Não realizamos Colangiografia trans-operatória (RX com contraste) de rotina. Somente naqueles casos onde há uma história clínica de icterícia (amarelão) prévia ou que tenham provas de função hepática alteradas

  • Posteriormente a isto, o procedimento é o mesmo da cirurgia Videolaparoscópica.  Ao invés de clips, entretanto, usamos fios inabsorvíveis para fazer as ligaduras (amarras) das estruturas – vasos e ducto cístico. Não realizamos Colangiografia trans-operatória (RX com contraste) de rotina. Somente naqueles casos onde há uma história clínica de icterícia (amarelão) prévia ou que tenham provas de função hepática alteradas

O pós-operatório pode ser mais doloroso do que na videocirurgia pelo trauma cirúrgico e, assim, a permanência hospitalar mais prolongada. A recuperação do paciente é variável, mas pode ser mais lenta. Os custos hospitalares, neste caso, parecem ser menores, geralmente.  Geralmente o tempo de repouso é em torno de 1 mês, inclusive, com proibição para dirigir.

Conclusão

A Colecistite é uma inflamação do sistema biliar com uma frequência bastante significativa.

A cirurgia é o tratamento de eleição, permitindo uma melhor qualidade de vida ao doente.

Se o diagnóstico e tratamento forem precoces, a doença não evolui para a cronicidade,

evitando-se as complicações inerentes a esta condição.

A enfermagem tem um papel muito importante na prevenção da doença, incentivando hábitos

de vida saudáveis. Quando a doença já existe cabe a enfermagem o cuidar holístico e

individualizado do doente e respectivo ensino para a saúde

bibliografia

COLECISTITE AGUDA E CRÓNICAPHIPPS, Wilma, et. al. (2003) Enfermagem

Médico-cirurgica; Conceitos e prática clínica;  6ª edição; vol. III; Lusociência;

ISBN: 972-8383-65-7.DAMBRO, M. (1995), Consulta Médica em 5 minutos –

Diagnóstico e tratamento; Editora Guanabara Koogan; Rio de Janeiro.

SMELTZER, S. e BARE, B. (1998); Brunner & Suddarth, Tratado de Enfermagem

Médico-Cirúrgico Guanabara Koogan S.A; volume I; 8ª edição

http://www.drcelsomello.com.br/visicula.htm

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