Material de apoio curso SEFAZ

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(Parte 4 de 4)

a) ai b) pais c) doida d) sauva e) saia

17. Num dos itens abaixo, a acentuação gráfica não está devidamente justificada. Assinale-o.

a) círculo: vocábulo proparoxítono

b) além: vocábulo oxítono terminado em -em c) órgão: vocábulo paroxítono terminado em -ão

d) dócil: vocábulo paroxítono terminado em - l

e) vêm: vocábulo oxítono terminado em -em

18. Há erro de acentuação em:

a) O repórter presenciou a assembleia e escreveu a notícia. b) Ontem ele não pode vir porqueestava com enjôo. c) Rui vem de ônibus e lê no jornal o nome dos partidos que retêm o uso do poder. d) Ainda não soube do porquê de sua desistência do voo de ontem e) Ele sempre para para pedestres nas ruas.

II - PRINCÍPIOS DA COMUNICAÇÃO

Reconhecem-se como princípios que garantem a qualidade do texto: CLAREZA, CONCISÃO, PRECISÃO E ADEQUAÇÃO VOCABULAR, COESÃO, COERÊNCIA e CORREÇÃO GRAMATICAL. De modo genérico, são inimigos da qualidade textual: ambigüidade, obscuridade, imprecisão, repetição e rebuscamento.

  1. CLAREZA

A CLAREZA do texto é uma estratégia argumentativa na medida em que, em sendo claro, o leitor/ouvinte poderá entender, e entendo, poderá concordar com o que está sendo exposto. Portanto, para conquistar o leitor/ouvinte, quem fala ou escreve vai procurar por todos os meios ser claro, isto é, utilizar-se da ESTRATÉGIA da clareza. A CLAREZA não é, pois, um argumento, mas é um meio (estratégia) imprescindível, para obter adesão das mentes, dos espíritos. Por outro lado, colabora para a clareza oO emprego da LINGUAGEM CULTA FORMAL, que deve ser visto como algo muito estratégico em muitos tipos de texto. Com tal emprego, afirmamos nossa autoridade (= "Eu sei escrever. Eu domino a língua! Eu sou culto!") e com isso reforçamos, damos maior credibilidade ao nosso texto.

O texto estará claro para quem lê quando tiver idéias bem articuladas e objetivas. Para isso, é importante uma seleção cuidadosa das palavras, que deverão ser distribuídas em períodos (frases) curtos. Dessa forma, o escritor evitará erros quanto à coerência e coesão dos fatos apresentados, e o leitor não ficará perdido em meio a tantas informações e/ou argumentos.

2. CONCISÃO

Para conseguir CONCISÃO é preciso ter OBJETIVIDADE, evitando repetição de palavras, redundância, palavras / informações desnecessárias, adjetivação supérflua, além de circunlóquios, bordões, clichês, prolixidade e inversões de ordem. De forma positiva, atinge-se a concisão centrando a atenção nos núcleos nominais substantivos das frases. Quanto à repetição, há várias maneiras de evitá-la: com o emprego de sinônimos (cuidando da ampliação da faixa de léxico), com o uso de pronomes e com o apagamento do termo (i.e., elisão).

Comparem-se os textos abaixo, centrando-se na concisão.

A1. “No caso de grande número de pessoas grevistas não ter a possibilidade de chegar a uma decisão, é bem mais preferível que, em ocasião posterior a esta, um pequeno contingente delas leve a cabo uma tentativa de chegar a uma resolução satisfatória do impasse da greve.”

A2. “Se muitos grevistas não puderem decidir, é preferível que, posteriormente, alguns resolvam o impasse da greve.”

B1. “Alunos deficientes são atendidos pela Escola que, no entanto, não dispõe de recursos suficientes para, com ensino especializado, de maior custo, recuperar os alunos.”

B2. “Mesmo sem dispor de recursos de ensino especializado, a Escola atende alunos deficientes.”

Pelos exemplos, é possível verificar que a concisão é associada à clareza e que o segundo texto de cada par é muito mais conciso e claro do que o primeiro.

Repetições e redundâncias comprometem a concisão, pois em ambos os casos se diz, mais de uma vez a mesma coisa, como se observa nos exemplares abaixo.

“Os alunos pediram ao professor que não ajudasse os alunos, mas o professor não permitiu que os alunos fizessem o trabalho sozinhos.” (A concisão pode ser obtida com emprego de pronomes: Os alunos pediram ao professor que não os ajudasse, mas este não permitiu que eles fizessem o trabalho sozinhos.)

Colhidos aqui e ali, eis alguns exemplos de frases a que falta concisão (por conterem o vício de linguagem da redundância):

consenso geral

decisão unânime de toda a diretoria

previsão para o futuro

é um fato acontecido, real, concreto

empréstimo temporário

podemos citar, como por exemplo

duas metades iguais

planejamento feito antecipadamente

são sintomas indicativos de...

o elo de ligação

acabamento final

folhas 5, 6 e 7 inclusive

pequeno detalhe

foi uma surpresa inesperada

na minha opinião pessoal...

há anos atrás

há outra alternativa

de sua livre escolha

a razão disso é porque

conviver junto

encarar de frente

repetir de novo

as novas criações

retornar de novo ao lar

ele abusou demais do álcool

o lucro excedeu as despesas

o seminário foi adiado para mais tarde

abaixo subscreve

voltar atrás

o saldo foi positivo

3. PRECISÃO E ADEQUAÇÃO VOCABULAR

Essa qualidade do texto relaciona-se ao uso de vocabulário adequado, em linguagem denotativa; diz respeito, portanto, à seleção das palavras. Um vício que ameaça a precisão é a vaguidade, isto é, palavras sem contorno significativo definido, que sugerem idéias apenas aproximativas, como é o caso de

aproximadamente, cerca de (em medições e quantificações)

considerável, consideravelmente

significativamente

de bom tamanho

de tamanho e dimensões regulares

A precisão diz respeito, ainda, aos falsos sinônimos, entre os quais se incluem os seguintes:

eventual – potencial

eventual - possível

inúmeros – numerosos

implantar - implementar

questionar - perguntar

complementar - suplementar

em princípio - a princípio

ao invés de - em vez de

de encontro a - ao encontro de

sequestro - rapto

fronteira - divisa - limite

inverter – reverter

refutar – rejeitar

roubo - furto

centro – meio

comprido – longo

similar – igual

natural – normal

tempo – clima

virtual – quase certo

vital – indispensável

O que são palavras com cargas conotativas? São aquelas a que o uso acrescentou significações não previstas na carga semântica original. Em alguns casos, pode-se falar em linguagem politicamente correta ou politicamente incorreta. Comparem-se alguns vocábulos para perceber como agem as cargas conotativas.

Observe o vocabulário nos diferentes contextos.

Os policiais arrastaram o delinquente até

a cela.

Os policiais conduziram o preso até a cela.

Os policiais prenderam o suspeito.

Os policiais encarceraram o marginal.

Fulano foi preso; o artista portava droga

Fulano foi preso; o viciado portava droga.

Os trabalhadores grevistas devem manter a

paralisação.

Os grevistas devem manter a baderna.

É fácil notar que muitas dessas palavras comportam julgamentos; portanto, não é indiferente empregar tais “sinônimos”.

4. COESÃO

Um texto não é uma unidade formada pela soma de frases, mas sim pelo encadeamento delas. Coesão é a propriedade pela qual se cria e sinaliza toda espécie de ligação, de laço, que dá ao texto unidade de sentido ou unidade temática. A função da coesão é promover a continuidade do texto, a sequência interligada de suas partes, para que não se perca o fio da unidade que garante a sua interpretabilidade e sua coerência.

Diz-se que um texto apresenta coesão quando se percebe a ligação entre suas partes, tendo o leitor clara noção de conjunto; pode-se concluir que a coesão é responsável por relações de sentido. Há diversas categorias linguísticas encarregadas de promover a coesão textual: preposições, pronomes, advérbios, conjunções, numerais, verbos (fazer) e palavras do léxico (sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos) que remetem a outras referidas no texto.

A coesão pode ser referencial ou sequencial.

4.1 Coesão referencial é a retomada daquilo que já apareceu antes no texto. Observe o exemplo seguinte:

O Papa esteve ontem em Varsóvia. Na referida cidade, o mesmo disse que a Igreja continua a favor do celibato.

Para evitar este procedimento (de gosto duvidoso) basta fazer uso dos recursos de que a língua dispõe para construir a textualidade.

Bento XVI esteve ontem em Varsóvia. , ele disse que a Igreja continua a favor do celibato. (advérbio e pronome)

(...), disse que a Igreja continua a favor do celibato. (advérbio e omissão do sujeito)

(...) Na capital da Polônia, ele disse que a Igreja continua a favor do celibato. (palavras ou expressões sinônimas)

(...) , Sua Santidade disse que a Igreja continua a favor do celibato. (advérbio e pronome de tratamento: apreciação positiva)

Em suma, os mecanismos de coesão referencial são quatro:

referência: uso de pronomes ou advérbios;

elipse: omissão de algum termo já referido antes;

coesão lexical: uso de sinônimos, hiperônimos ou expressões definidoras;exemplo: Presidente dos EUA – Casa Branca

substituição: consiste em abreviar sentenças inteiras por um predicado pronto, como “fazer isso”, observe o exemplo:

Os pronomes demonstrativos usados como elementos de referência

*** Os pronomes demonstrativos ESTE(S) / ESTA(S) /ISTO se empregam para referir informações marcadas pela figura do locutor (o “eu” do texto), por relação de posse e por localização próxima a ele; empregam-se também por referência ao tempo presente:

Este meu trabalho visa a ...

Se esta proposta que fazemos é satisfatória...

Este aqui é o projeto que está sendo executado

Colocaram o quadro neste móvel perto de nós.

Neste ano as aulas se iniciam no primeiro dia de fevereiro

As transformações experimentadas pelo homem deste século...

*** Os pronomes demonstrativos Esse(s), essa(s), ISSO são empregados para referir-se a informações marcadas pela figura do interlocutor (o “tu” do texto) ou de pessoa mencionada, por relação de posse e por localização próxima a ele (e, conseqüentemente, distante do locutor); empregam-se também por referência ao tempo passado próximo.

As idéias desse autor são discutíveis.

Se isso que você diz é verdade, a teoria deve ser revista.

A saída é por essa porta aí.

2006 foi ano de eleições e, nesse ano, pouco se falou em crise.

Quando existe relação de ordem, cabendo indicar antecedentes respectivos, empregam-se os demonstrativos ESTE(S), ESTA(A), ISTO para o último termo referido e AQUELE(S), AQUELA(S), AQUILO para o primeiro termo referido:

Os relatórios e a folha de questões foram entregues: esta, à secretária do departamento; aqueles, à secretária do Gabinete.

(“Esta” retoma “folha de respostas, último termo referido; “aqueles” retoma “relatórios”, primeiro termo referido).

Coesão sequencial é a ligação lógica entre as diferentes ideias do texto. Essa ligação se dá com o uso dos NEXOS, o que proporciona ao texto elegância e coerência.

NEXOS: são os mecanismos que ligam as sentenças sintaticamente umas às outras. Observe a seguinte sequência:

O governo pretende anunciar as novas medidas econômicas. O governo não anunciará as novas medidas econômicas até dezembro.

(As duas frases não formam uma idéia coesa e coerente.)

O governo pretende anunciar as novas medidas econômicas, mas não fará isso até dezembro próximo.

(Com o uso do nexo mas e de uma expressão de referência, as duas frases viraram um período corretamente estruturado)

Outro exemplo:

A polícia já prendeu os ladrões. As jóias ainda não foram recuperadas.

Para que se possa fazer a ligação entre essas duas frases e, assim, transformá-las num texto, é necessário utilizar um nexo ou articulador, como mas, porém, entretanto, todavia, contudo, embora, ainda que. Aí, então, tem-se a seguinte seqüência:

A polícia já prendeu os ladrões. Entretanto, as jóias ainda não foram encontradas.

Ao utilizarmos os nexos, podemos dar diferentes sentidos às frases. Por exemplo, se unirmos as frases a seguir por meio de diferentes nexos, obteremos diferentes possibilidades de significados:

Joaquim estudou. Tornou-se um homem rico.

Joaquim estudou porque tornou-se um homem rico.

Joaquim estudou; entretanto, tornou-se um homem rico.

Joaquim estudou; logo, tornou-se um homem rico

EXERCÍCIOS

1. Complete com os elementos adequados aos contextos seguintes (este, esse, aquele, e variantes).

O professor gritava com os alunos, e _________ os irritava.

Dentre as conseqüências da política de FHC apontam-se _________: recessão...

A camiseta de Maria estava impecável; ________ minha, no entanto, estava amarrotada.

Entrou na sala uma mulher estranha; que mulher seria ________?

Haveria de vencer, ter dinheiro, poder. _______ eram seus projetos.

Os alunos serão convocados por edital. _________ devem comparecer...

Paulo garante que será aprovado, mas eu não acredito __________.

Lucas vai participar do torneio de vôlei. Foi _________ que me disse sua mãe.

Li vários livros sobre o tema e __________ me forneceu subsídios...

Convidou os amigos, mas ____________ não compareceram.

Prometeu ajudar-me e até agora não fez _________.

Você vai substituir-me, mas _____ porque eu o indiquei.

2. Empregar nas frases abaixo pronomes, sinônimos ou termos substitutivos.

A avó do menino estava feliz: a _________ ria...

Lula não recebeu o Governador X; __________ tinha compromisso mais importante.

Os alunos não assistiram às aulas ontem, protestando contra projeto do governo; _____________ atingiu 90% do alunado.

Ouviu-se o ronco do motor e, pouco depois, viu-se _________ apontar no céu.

O massacre do Carandiru atraiu a atenção da imprensa internacional, sendo _____________ comentado em todo o mundo.

Cremos que haja vida em outros planetas, _________ que alimenta nossas pesquisas.

Depois da morte da esposa, o pobre rapaz definhou. É lamentável ver ___________ acabar-se depois de um _________________ triste.

O liquidificador está quebrado; leve ____________ ao conserto.

Procurei o professor para esclarecer umas dúvidas, mas __________ não pôde atender-me.

3 . Identifique os sentidos estabelecidos pelos diferentes conectores usados na sequência a seguir.

O candidato passou no exame. Leu as obras indicadas.

a) O candidato passou no exame, pois leu as obras indicadas.b) Embora tenha lido as obras indicadas, o candidato passou no exame.

c) Quando leu as obras indicadas, o candidato passou no exame.d) Se o candidato ler as obras indicadas passará no exame.e) o candidato leu as obras indicadas porque passou no exame.f) À medida que lia as obras indicadas o candidato passava no exame.g) O candidato leu as obras indicadas, logo passou no exame.h) O candidato leu as obras indicadas e passou no exame.i) O candidato leu as obras indicadas, mas não passou no exame.j) O candidato que passou no exame leu as obras indicadas.k) O candidato não passou no exame cujo conteúdo esteve de acordo com as obras indicadas.

elementos de coesão SEQUENCIAL

Relação de:

Nexos:

ADIÇÃO

e, nem, também, ainda,além de, outrossim

não só... mas também, além disso, ademais

não somente... mas também além do mais

não apenas.... como também além do que

tanto... quanto como se não bastasse

tanto... como

ALTERNÂNCIA

ou, ou ... ou, ora ... ora, seja ... seja, quer ... quer.

CAUSA / EXPLICAÇÃO

que, porque, pois, como, por causa de, já que, uma vez que,

porquanto, na medida em que, visto que.

COMPARAÇÃO

como, mais... que, menos... que, tão... quanto, em contraste,

já, do mesmo modo, da mesma forma, da mesma maneira,

diferentemente, igualmente.

CONCESSÃO

embora, mesmo que, apesar de que, ainda que, conquanto,

se bem que, posto que, nem que, a despeito de

CONCLUSÃO

portanto, pois, (depois do verbo), com isso, desse/deste modo,

dessa/desta maneira, dessa/desta forma, assim, em vista disso,

por conseguinte, então, logo, destarte ou dessarte.

CONDIÇÃO

se, caso, se acaso, a não ser que, salvo se, a menos que,

desde que, contanto que.

CONFORMIDADE

como, conforme, segundo, de acordo com, em conformidade com,

consoante, para.

CONSEQÜÊNCIA

tão ... que, tanto ... que, tamanha(o)... que, tal ... que...,

decorrente de, em decorrência de, conseqüentemente, com isso.

FINALIDADE

para que, a fim de que, com a finalidade de.

OPOSIÇÃO /

Adversidade

mas, porém, entretanto, contudo, no entanto, todavia,

não obstante

PROPORCIONALI

DADE

à medida que, à proporção que

TEMPO

temporalidade

quando, assim que, logo que, no momento em que, depois que,

antes que enquanto, ao mesmo tempo em que.

Dentre os elementos de coesão sequencial, também destacam-se aqui as palavras e expressões argumentativas. São argumentativas palavras e expressões que se empregam para levar o leitor a crer naquilo que diz o locutor, para fazer com que aquele compartilhe as idéias e opiniões deste. Em geral tais palavras e expressões trazem implícito o conteúdo de aprovação apriorística do que diz o locutor. Por exemplo:

Como se sabe É óbvio que Ninguém duvida de que Todos sabem que

É natural que

Como diz o eminente físico Fulano

Não há como discordar da afirmação de Fulano, segundo o qual

É lógico que

Nossa experiência nos permite afirmar

Certamente De fato A verdade é que Eis a verdade:...

Em síntese – A Coesão sequencial caracteriza-se pelos nexos, responsáveis pelo estabelecimento de relações lógico-semânticas entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos inteiros ou seqüências de texto).

EXERCÍCIOS

1. Identifique o valor semântico (sentido) do conectivo “E” nos contextos abaixo.

Levantou-se e saiu. ________________________

Maria gosta de livros, e Paulo, de brinquedos. _______________________

Prometeu vir e não veio. ___________________________

Caiu da janela e sofreu uma grave fratura. __________________________

  1. Crie variantes para as conexões semânticas nos enunciados abaixo.

Resolveu isolar-se do mundo, porque não acreditava mais nos homens. (causa-conseqüência)

____________________________________________________________

Se não perderes o vício de mentir, acabarás desacreditado. (condicionalidade)

____________________________________________________________

Usou de todos os recursos possíveis para tentar convencer-nos de sua inocência. (meio-fim)

____________________________________________________________

Quando a velhice chegou, Pedro já tinha conseguido realizar todos os seus sonhos. (tempo anterior-tempo posterior)

3. Criar variantes de conexão entre os enunciados:

Não faz exercícios / Está ficando obeso (4 variantes para a relação de causa-efeito).

  1. __________________________________________________________

  2. __________________________________________________________

  3. __________________________________________________________

  4. __________________________________________________________

5. COERÊNCIA

Verifica-se a coerência na preservação da unidade de significação do texto e da lógica dos argumentos que nele se apresentam. É a garantia de interpretabilidade, de inteligibilidade do texto, garantia de que o receptor da mensagem organizará o sentido pretendido pelo autor.

Classifica-se a coerência em

Semântica: diz respeito à compatibilidade de sentido entre as palavras dos enunciados do texto;

Sintática: manifesta-se na escolha dos nexos adequados à construção das seqüências, sendo resultado, portanto, da seleção dos elementos de coesão, especialmente as conjunções;

Estilística: está centrada na uniformidade de estilo, no registro selecionado e na escolha do repertório pertinente ao tema tratado;

Pragmática: articula a linguagem ao objetivo traçado pelo locutor, dizendo respeito a suas expectativas e à satisfação destas (por exemplo, correspondência entre pergunta e resposta).

Carecem de coerência os enunciados abaixo:

Depois que os bombeiros resgataram os feridos, por volta das 8h30min, as escavações para busca das vítimas começaram, ali por volta das 10h. (incoerência semântica)

Como a nossa turma, entretanto, goza de excelente conceito entre os professores, devemos, além disso, continuar estudando muito. (incoerência gramatical – uso dos nexos)

É com pesar que comunicamos a nossos funcionários que a progenitora de nosso presidente adormeceu para a eternidade. (incoerência estilística – linguagem rebuscada e em desuso)

Depois de um lance genial de abertura, a diretoria decidiu premiar a galera com um abono. (incoerência estilística – linguagem coloquial)

O projeto do governo conta com a objeção dos líderes. (incoerência semântica)

Duas vítimas fatais: eis o saldo do desmoronamento. (incoerência semântica)

No grupo havia duas lésbicas e um homossexual. (incoerência vocabular)

EXERCÍCIOS

1 -Leia o seguinte texto e assinale Certo ou Errado nas afirmações feitas sobre ele.

Os EUA acreditam que o Brasil seja o segundo maior consumidor de cocaína do mundo. Segundo o subsecretário do Escritório Internacional para Assuntos de Entorpecentes, James Mack, estima-se que o país consuma entre 40 e 50 toneladas de cocaína por ano. A estimativa baseia-se na produção e circulação da droga no mundo. Em 2000, foram produzidas 700 toneladas de cocaína, estando 95% da produção concentrada na Colômbia. Desse total, segundo Mack, 100 toneladas passam pelo Brasil, mas apenas entre 50 t e 60 t chegam à Europa. Os norte-americanos acreditam que a droga que não vai para a Europa é consumida no Brasil. O Brasil só ficaria atrás dos EUA, que, em 2000, consumiram 266t . “Em 1999, 80% da cocaína do mundo foi consumida nos EUA e, em 2000, conseguimos reduzir esse total para menos da metade. O problema é que a droga está indo para outros países, entre eles o Brasil”, disse Mack.

Mack veio ao Brasil, acompanhado de outros especialistas norte-americanos no assunto, para a reunião anual entre o Brasil e os EUA sobre coordenação no combate ao narcotráfico e outros ilícitos, como lavagem de dinheiro, por exemplo.

a) O fato de o Brasil ser “o segundo maior consumidor de cocaína do mundo” (linhas 1 e 2) conservará as mesmas relações de coerência com a argumentação do texto se, em lugar de “acreditam” (linha 1), for usado “sabem”, com as devidas alterações sintáticas. {Certo - Errado}

b) O emprego de “consuma” (linha 3) indica, sintaticamente, uma ação dependente de outra, ao mesmo tempo que denota uma hipótese, algo de que não se pode afirmar a certeza. { Certo - Errado}

c) Mantêm-se as mesmas relações percentuais ao se empregar a preposição “em” no lugar de “para” na expressão “para menos da metade” (linha 10) . { Certo - Errado}

d) Mantêm-se a coerência e a coesão textuais ao deslocar-se a expressão “acompanhado de outros especialistas norte-americanos no assunto” ( linhas 11 e 12) para o início do período ou para imediatamente após “ilícitos” (linha 13). {Certo - Errado}

e)Nas linhas 1 e 12, “Brasil” e “EUA” estão sendo utilizados para designar representantes brasileiros e representantes norte-americanos. {Certo - Errado}

02 - Leia as frases abaixo e identifique os problemas de construção, relacionando-os com os itens a seguir:

a) O trânsito apresenta inúmeros acidentes graves. É preciso saber-se suas causas para descobrirmos as possíveis soluções.

b) Pelé foi o melhor jogador de futebol que o mundo já viu. Maradona também foi o melhor.

c) Quando fazia chuva nas minhas férias, eu pensava que até é bom para descansar.

d) O progresso tecnológico avança a cada dia. A internet é o carro-chefe de todo esse avanço. E) Hoje, poucas pessoas ainda usam tevê sem controle remoto. As pessoas estão cada vez mais comodistas.

( ) há contradição de idéias;

( ) há contradição no uso da pessoa do discurso;

( ) faltou relação do tópico frasal com a conclusão;

( ) há contradição no uso do tempo verbal.

III – ASPECTOS GRAMATICAIS

Correção – uma das qualidades imprescindíveis ao texto – pressupõe o conhecimento da gramática normativa da Língua Portuguesa, das formulações que o uso consagrou como estrutura da língua culta. Cuidado com a ocorrência, no texto, de vícios que atentam contra a qualidade:

AMBIGUIDADE / OBSCURIDADE

Pelo uso do pronome possessivo: Encontrei o seu patrão e decidimos fazer uma reunião em sua sala. (“sua” de quem?)

Pelo uso do pronome relativo: Vi o assessor do diretor de quem o chefe fala muito.

(“quem” se refere ao diretor ou ao assessor?)

Pela ordem das palavras no enunciado: Este técnico está trabalhando só nesta pesquisa. (Este técnico está trabalhando nesta pesquisa. / este técnico está trabalhando nesta pesquisa.) (“só”: apenas ou sozinho)

Por concordância, pontuação e pronome relativo: A experiência com golfinhos que não haviam dado certo foi feita com outro grupo que depois confirmou o resultado anterior.

Por falta de pontuação: Eu como todo mundo fico nervoso.

Pela seleção de palavra: O marido morreu, mas ela manteve a coisa funcionando.

PROLIXIDADE

Esse vício se liga ao excesso: usam-se muitas palavras para dizer o que poderia ser expresso de forma mais concisa; é um vício que compromete, portanto, a concisão do texto. O uso redundâncias também colabora para a prolixidade, assim como os clichês, que são expressões “batidas” pelo uso e, por isso mesmo, vazias ou pobres de sentido.

PROBLEMAS COM PARALELISMO

Problema de construção frasal em que se utilizam estruturas ou idéias de níveis diferentes.

Quando fui ao Rio de Janeiro, visitei o Maracanã, o Corcovado e o Valter, meu amigo de infância. (não há paralelismo semântico, pois “visitar” lugares e “visitar”pessoas é diferente)

O segredo da longevidade de minha avó é: alimentação saudável, caminhadas matinais e ir ao cinema toda semana. (não há paralelismo sintático: há dois substantivos e um verbo)

Na sala de reuniões estão o gerente administrativo, o gerente financeiro e uma mulher. (a “mulher” não poderia ser referida por um cargo ou alguma outra designação que não fosse apenas seu gênero?)

VERBOS QUE APRESENTAM DIFICULDADES NA CONJUGAÇÃO E NA CONCORDÂNCIA

  1. Verbos que derivam de outros

PÔR

TER

VIR

VER

HAVER

Repor

Depor

Supor

Sobrepor

Compor

Entrepor

Apor

Ater

Deter

Entreter

Reter

Conter

Suster

Sobrevir

Intervir

Advir

Convir

Provir

Rever

Prover

Entrever

Antever

Reaver

  1. Verbos “MARIIO”

Mediar – Ansiar – Remediar – Incendiar – Intermediar – Odiar

Esses verbos, no Presente do Indicativo, seguem o modelo:

MEDEIO, MEDEIAS, MEDEIA, MEDIAMOS, MEDIAIS, MEDEIAM

ANSEIO, ANSEIAS, ANSEIA, ANSIAMOS, ANSIAIS, ANSEIAM

INCENDEIO, INCENDEIAS, INCENDEIA, INCENDIAMOS ...

ODEIO, ODEIAS, ODIAMOS...

(Remediar e Intermediar seguem o modelo de MEDIAR)

3. Verbos que não possuem conjugação completa.

Ex. Haver (com sentido de “existir” ou “fazer”) – Fazer (quando indica tempo) - Falir, Reaver, Precaver(não possuem as 1ª, 2ª e 3ª pessoa do presente do indicativo e o presente do subjuntivo inteiro).

4. Verbos Abundantes: são aqueles que apresentam duas formas de mesmo valor no particípio. São exemplos de verbos abundantes:

Infinitivo

Particípio Regular

Particípio Irregular

aceitar

aceitado

aceito

acender

acendido

aceso

revisar

revisado

revisto

eleger

elegido

eleito

entregar

entregado

entregue

enxugar

enxugado

enxuto

expulsar

expulsado

expulso

imprimir

imprimido

impresso

limpar

limpado

limpo

murchar

murchado

murcho

suspender

suspendido

suspenso

tingir

tingido

tinto

Obs.: Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver e vir só possuem o particípio irregular aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto e vindo. Não se recomenda o uso dos particípios regulares gastado, ganhado e pagado. No lugar deles, devem-se usar os irregulares gasto, ganho e pago.

EXERCÍCIOS

Correção gramatical: concordância verbal e nominal

Assinale as frases em que há erro de concordância verbal ou nominal e corrija-as.

      a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.

      b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.

      c) Fazem muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.

      d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.

      e) Fui eu que abri a porta para o agente do censo.

      f) Um ou outro aluno é o responsável por esse acidente.

      g) Não poderiam haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.

      h) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.

      i) Deve existir problemas nos seus documentos.

      j) Choveram papéis picados nos comícios.

      k) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.

l) A maioria dos conflitos foram resolvidos.

      m) Deve haver bons motivos para a sua recusa.

      n) De casa à escola é três quilômetros.

    o) Os fatos falam por si sós.

      p) A casa estava meia desleixada.

      q) Os livros estão custando cada vez mais caros.

      r) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.

      s) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça.

t) Nem uma nem outra questão é difícil.

u)  Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram.

v) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos.

w) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho.

    x) Fomos nós quem resolvemos aquela questão.

y) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição.

z) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos.

Complete as lacunas com os verbos ter, pôr, vir e ver (devidamente flexionados)

a) Se Juvenal _______ a confusão em que se meteu. Mas não raciocinou, não se _______ e _______ na discussão com que nada tinha a ver

 

prevesse - continha - interveio previsse - conteve - interveio prevesse - continha - interviu

b) Quando você o _______, diga-lhe que seria melhor se ele _______ as despesas e ________ o que já gastou.

 

vir - contesse - reposse ver - contesse - repusesse vir - contivesse - repusesse

c) A polícia _______ no roubo e _______ o ladrão.

 

interveio - deteve interviu - deteu interviu - deteve

d) Se seus assessores se _______ a rever o caso e ele _______ suas críticas, tudo se resolverá, pois ele _______ a maior parte das ações da empresa.

 

proporem - contiver - detem propuserem - conter - detém propuserem - contiver - detém

e) Quando todos se _______ a trabalhar juntos, _______ um fato que _______ seu ímpeto

 

dispuseram - sobreviu - deteve disporam - sobreveio - deteu dispuseram - sobreveio - deteve

f) Eles se _______ conosco, quando os _______ em casa para sondar suas intenções

 

indispuseram - retivemos indispuseram - retemos indisporam - retivemos

g) Assinale a opção em que há erro de conjugação verbal em relação à norma culta da língua:

 

Se ele retesse o que o professor lhe ensina! Se ele compusesse tão bem como seu parceiro de banda! Se ele previsse o que ia dizer!

h) Se ele _______ esta atitude, terá que se _______ comigo, quando nos _______ outra vez.

 

mantiver - haver - virmos mantiver - haver - vermos mantiver - ver - vermos

i) Os diretores sempre _______ os relatórios, quando _______ aqui. Mas, se algo estiver errado, só o presidente _______.”

 

leem - veem - interveem leem - veem - intervêm leem - vêm - intervém

Preencha as lacunas com HÁ ou A. 

a) A loja fica....... pouco quilômetros; você chega lá daqui ....... 20 minutos.

b)................instantes, a Carla passou por aqui; você não ........... viu?

c) Eles não vão à loja porque........... mais de dois dias a mercadoria acabou.

d)............... dias que todos se queixam da falta da máquina de café, que só virá do conserto daqui ........... uma semana.

e) Esse fato aconteceu ....... muito tempo.

f) Os alunos dramatizarão a história de Tiradentes daqui ......oito dias.

g) Ele estava......... três passos da casa da moça, mas não se animava ......... chegar.

h) ........ dois quarteirões daqui existe uma academia de dança.

REGÊNCIA E CRASE

Regência é a relação que se verifica entre as palavras. Por exemplo: quem gosta, gosta de alguma coisa. Assim, o verbo "gostar" rege a preposição "de". Existe, entre o verbo e a preposição, um mecanismo, uma relação. A regência se ocupa de estudar essa relação entre as palavras. Na língua falada, no entanto, regência é algo que se aprende intuitivamente. Ninguém precisou ensinar para nós que quem gosta, gosta de alguém. Ou que quem concorda, concorda com alguma coisa. Ou que quem confia, confia em algo.

A língua culta, por seu lado, tem suas regras de regência, que levam em conta o significado do verbo. Um verbo com mais de um sentido, por exemplo, pode ter duas regências diferentes. Veja a seguir alguns exemplos.

Verbos que Mudam de Significado

Segundo aRegência

agradar ( fazer agrados, acariciar) VTD

agradar a ( satisfazer) VTI

aspirar ( absorver, cheirar) VTD

aspirar a ( almejar, desejar) VTI

assistir (ajudar, prestar atendimento) VTD

assistir a ( ver) VTI

chamar ( convocar) VTD

chamar de ( denominar)

implicar ( ter como conseqüência) VTD

implicar com ( incomodar )

implicar ( comprometer , envolver) VTD

proceder ( ter fundamento) VTD

proceder de ( provir, ter origem) VTI

querer ( desejar) VTD

querer a (ter afeição)

visar ( passar o visto) VTD

visar a ( desejar, aspirar, almejar) VTI

CRASE

Observe as duas frases seguintes:

Os agricultores sem trabalho correram a cidade em busca de emprego.

Os agricultores sem trabalho correram à cidade em busca de emprego.

Elas têm sentidos diferentes por causa do uso da crase: que diferença é essa?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________

A crase representa a fusão da preposição A (solicitada por um termo anterior, como ir a, dedicar-se a, imune a, dirigido a) com o artigo A(S) da palavra ou o pronome AQUELE, AQUELA, AQUILO

Casos Obrigatórios

É obrigatório o uso do acento indicativo de crase :

- quando diante de substantivos comuns femininos no caso de o verbo ou substantivo exigir preposição; exemplo : Iremos à praia.

- quando diante dos pronomes demonstrativos (aquele(s), aquela(s), aquilo ) aparece um verbo cuja regência exige preposição; exemplo: Refiro-me àquele rapaz.

- quando a palavra moda estiver subtendida; exemplo : Gosto de comida à mineira.( a moda mineira)

Casos Proibitivos do uso Crase

Há casos em que o uso do acento indicativo de crase é proibido:

- diante de palavra masculina;

Exemplo : Dei a João os ingressos para o espetáculo.

- diante de verbos;

Exemplos: Dedicou-se a estudar para o concurso.

- diante de pronomes de tratamento (exceções : senhorita, senhora, dona );

Exemplos: Enviamos a Vossa Senhoria o seguinte ofício.

- diante da maioria dos pronomes (exceção: possessivos femininos);

Exemplos: Referiu a essa moça. Eu disse a ela toda a verdade.

Não responderei a tudo. Dedico esta música a ti, minha querida!

- com a preposição a, seguida de palavra no plural;

Exemplo: Desobedecemos a leis infundadas.

- diante de artigo indefinido;

Exemplos: Visou a uma posição mais justa.

- depois de preposição;

Exemplos: falou perante a comissão julgadora.

- diante das palavras CASA, DISTÂNCIA e TERRA sem especificação;

Exemplos: Retornarei a casa.

O acidente ocorreu a distância.

A tripulação desceu a terra.

- em expressões com palavras repetidas;

Exemplo: Encontraram-se frente a frente. Fiquei cara a cara com aquele tratante.

Uso Facultativo (OPCIONAL) da crase

É facultativo o uso do acento indicativo de crase em dois casos:

- diante de substantivos próprios femininos personativos;

Exemplo: Dei a (à) Maria o presente de Natal.

- diante de pronomes possessivos femininos:

Exemplo: Dei a (à) minha irmã todas as contas a pagar.

PRONOMES RELATIVOS

PRONOME

Refere-se a:

Importante:

Exemplo:

QUE

Coisas ou

pessoas

Precedido

ou não

de preposição*; não varia,

mas

pode ser substituído

por o qual, a qual, os quais,

as quais

A pessoa que te indiquei

é um excelente profissional.

QUEM

Pessoas

Sempre precedido

de preposição

O diretor

a quem te indiquei

é meu primo.

QUAL

Coisas

ou pessoas

Sempre precedido de

artigo; varia em

gênero e número:

o qual, os quais, a qual,

as quais

O grupo do qual

eu faço parte defende

os interesses dos

pequenos empresários.

ONDE

Lugar

(espaço físico)

Precedido ou não de preposição.

A cidade onde morei

na infância fica na

fronteira com o Uruguai.

QUANTO

Quantidade

ou volume

Precedido ou não de preposição;

corresponde

a "aquilo que"

Tudo quanto te falei

é a mais pura verdade.

CUJO

Coisas

e pessoas;

indica posse

Concorda

sempre com

o termo

posterior – mas

refere-se

ao termo anterior

João, cujo pai é dentista,

tem

dentes muito bonitos.

(o pai de João é dentista)

QUANDO

Tempo

Sem preposição

Naquela época,

quando Collor era

presidente, a economia

brasileira

não tinha sossego.

*Preposição: termo da língua que serve para ligar palavras, dando-lhes sentido de companhia, direção, posse, duração, finalidade, ausência etc. As principais preposições são: a, ante, até, através, após, com, contra, de, desde, durante, por, para, sem, sob, sobre etc.

EXERCÍCIOS

I - Reescreva as seguintes frases, recuperando o termo substituído pelo pronome relativo sublinhado.

Modelos: a) O político francês nacionalista, a quem a oposição se refere, é Le Pen.

O político francês nacionalista é Le Pen.

A oposição se refere ao político francês nacionalista. (refere-se a alguém)

b) O estudo, através do qual é possível crescer profissional e socialmente, é importante.

O estudo é cada vez mais necessário.

Através do estudo é possível crescer profissional e socialmente.

  1. “Na eleição mais livre e democrática de sua História, o Paraguai foi às urnas no domingo 10 para realizar um ritual que lembra o lado irremediavelmente folclórico da América Latina: eleger um prisioneiro.”

  2. “Jovens de nacionalidades variadas reúnem-se na cidade para fumar maconha sem ser incomodados pela polícia, em bares especiais, chamados coffee shops, onde a venda de pequenas quantidades é permitida.”

  3. “Cidade portuária, Amsterdã há séculos se notabiliza pela liberalidade de costumes, que ganhou os contornos atuais na era hippie.”

  4. “Foi a primeira greve de táxis na Big Apple, onde relativamente poucas pessoas têm carro e muitas mal sabem andar de ônibus.”

  5. “Ali (na região dos parques nacionais da Serra Geral e de Aparados da Serra), a terra é dividida por um abismo, cujos recortes formam assombrosos desfiladeiros em meio a pastagens verdejantes.”

II - Inclua a frase B na A usando um pronome relativo para evitar a repetição de termos.

1.a. Esta coleção publicará livros sobre a vida de personagens.

b. As idéias destes personagens são revolucionárias pelo conteúdo e pela expressão.

2. a. Édison logo começou a fazer-me perguntas.

b. Através destas perguntas percebi que ele já havia feito estudos sobre máquinas a gás.

3. a. O Mercado Comum Europeu tem uma moeda única.

b. O nome desta moeda única é “Euro”.

4.a. Aquele cientista parte de um princípio eminentemente prático.

b. Segundo este princípio, só os resultados devem ser levados em conta.

5.a. Ele sempre produz alguma coisa.

b. Todos tiram proveito desta coisa.

6.a. Aquele político soube cercar-se de homens.

b. Podia confiar nestes homens.

7.a. Henri Ford foi o pai do automóvel sem tração animal.

b. Todos sonhavam com o automóvel sem tração animal.

8.a. Olhou pela janela e viu um pequeno carro.

b. Sua mulher e seu filho se achavam instalados no pequeno carro.

9. a.Em 1939, começou a II Guerra Mundial.

b. Em 1939, Hitler invadiu a Polônia.

10 a.Na Polônia, as pessoas foram surpreendidas pela invasão alemã.

b. Muitos judeus viviam na Polônia.

III - Preencha as lacunas com o pronome relativo mais adequado; não esqueça da regência.

O sujeito __________ fomos iludidos partiu para o Tibete.

O controle biológico de pragas __________ o texto faz referência é muito eficiente.

Veja bem estes olhos __________ se dedicaram muitos versos.

Veja bem estes olhos __________ se extraem confissões e promessas.

Afirmam-se muitos fatos ___________ veracidade se deve desconfiar.

Dê-me o troco do dinheiro __________ você pagou a entrada.

Este é o prefácio da tese __________ me dediquei de corpo e alma.

A educação é o caminho __________ se faz a inclusão social.

Língua extinta é aquela __________ existência não possuímos provas.

Tratava-se de um místico __________ proteção estavam os órfãos da cidade.

PONTUAÇÃO

As finalidades dos sinais de pontuação são:

- assinalar as pausas e inflexões da voz (entonação) na leitura;

- separar palavras, expressões ou orações que devem ser destacadas;

- esclarecer o sentido da frase, evitando ambigüidades;

- os sinais mais comuns de pontuação são a vírgula, o ponto-e-vírgula, os parênteses, os travessões (na pontuação interna) e o ponto de afirmação, o de interrogação, o de exclamação e as reticências (na pontuação externa).

I – A vírgula

Emprega-se a vírgula para:

- separar palavras ou orações que tenham o mesmo valor na frase; como uma lista de informações.

Os passantes chegavam, olhavam, perguntavam o preço da nercadoria e prosseguiam.

- separar vocativos. Olha, Gustavo, tu tens que ser mais cuidadoso!

- separar apostos. João Omar, meu filho, já vai à escolinha.

- separar as orações intercaladas e as de caráter explicativo.

A História, diz Cícero, é a mestra da vida.

O jornal, como o entendem hoje em dia, é o mergulho absoluto na intensidade da vida.

- separar certas expressões explicativas ou retificativas, tais como isto é, quer dizer, ou seja, a saber, por exemplo, ou melhor, ou antes.

- separar orações adjetivas explicativas.

João Omar, que é meu filho, já vai à escolinha.

- separar adjuntos adverbiais ou orações adverbiais no início ou no meio da frase.

Enquanto o marido pescava, Rosa apreciava a paisagem à sua volta.

Sem ser visto, o gerente observava seus funcionários trabalhando.

Terminando a aula, o professor combinou com os alunos a avaliação final.

Ao final do dia, meu único desejo é ir para casa e encontrar minha família.

- marcar a elipse de um termo (já referido na frase).

Uns dizem que se matou; outros, que foi para o Acre. (outros dizem)

Às vezes, leio um pouco antes de dormir; outras, assisto a um filme na TV. (outras vezes)

- separar certas conjunções pospostas (deslocadas) como porém, contudo, entretanto, pois, etc.

­ Vamos, pois, começar o trabalho.

Os convidados, contudo, não notaram a tristeza do anfitrião.

É importante, porém, não insistir no erro.

- separar termos que desejamos realçar.

A leitura de jornais, eu sempre a aconselho aos meus alunos.

- separar os elementos paralelos de um provérbio ou adágio.

Mente sã, corpo são.

Pão, pão, queijo, queijo.

- emprega-se a vírgula, também, antes das conjunções mas, ou, nem, pois e e (este apenas quando indica mudança de sujeito).

ATENÇÃO! Não se emprega a vírgula entre o sujeito e o verbo quando juntos (a menos que haja um termo ou uma oração intercalada entre ambos), nem entre o verbo e seu complemento quando juntos (idem).

II - O ponto-e-vírgula

Diferentemente do uso da vírgula, o ponto-e-vírgula resume-se a três casos especiais, descritos a seguir:

- entre duas orações coordenadas (ou seja, de sentidos independentes) NÃO unidas pelas conjunções coordenativas (aquelas que exigem vírgula: E, MAS, OU, NEM, POIS):

exs.: Estou certa de que gostarás do vestido; ele vai combinar contigo.

Cheguei cedo; não houve aulas.

- Para separar, numa série, itens que já contêm vírgulas: exs.:

Vermelho é sinal para parar; amarelo, para aguardar; e verde, para seguir adiante.

Poucas pessoas foram a sua formatura: Maria, sua irmã; João, seu cunhado; Helena, sua sobrinha predileta.

- Para separar orações ligadas pelas conjunções ENTRETANTO, CONTUDO, PORTANTO, NO ENTANTO, POR CONSEGUINTE.

***Note-se que o ponto-e-vírgula encerra sempre a primeira oração: exs.:

A presença é obrigatória; portanto, os alunos não podem faltar.

A presença é obrigatória; os alunos, portanto, não podem faltar.

A presença é obrigatória; os alunos não podem, portanto, faltar.

EXERCÍCIOS

I -Pontue com vírgula, ponto-e-vírgula e dois-pontos as frases seguintes.

Passamos o dia em alto mar mas à noite voltamos ao porto para pegar água potável.

Nossa ida ao cinema foi um completo fracasso um dos filmes uma comédia chata era infantil o outro um romance bobo já havíamos assistido.

Ela disse que a frase era de Shakespeare entretanto eu juraria que era de Jô Soares.

O Domingo foi entediante passei o dia vendo televisão.

Todos ficamos confusos ninguém sabia que rumo tomar.

Ela sentia-se bem preparada infelizmente não conseguiu alcançar a nota que almejava na prova.

Gosto muito de certas frutas típicas de nosso Estado pitanga butiá araçá e goiaba.

Uma coisa era certa a mim ele não enganaria outra vez.

Ele passou três dias em casa um para descansar outro para ficar com seus pais que não o viam há muito o outro para arrumar suas coisas.

Embora estivesse muito cansado continuei a ler até tarde penso entretanto que valeu a pena.

Fizemos as seguintes encomendas tinta para impressora papel A4 papel ofício e canetas espero que desta vez não falte nada.

Ela espera de nós o seguinte que terminado o trabalho façamos o resumo da matéria.

Fiz as seguintes encomendas biscoitos dois quilos leite seis litros e queijo aquele da embalagem azul meio quilo.

O automobilista nunca pode estar desatento um minuto de descuido pode custar-lhe a vida.

O projeto de pesquisa explicou o professor é necessário para o ingresso no curso.

Encerrado o expediente a portas fechadas os funcionários fizeram a assembléia.

II - Analise os casos de pontuação interna nas frases e classifique-os conforme o código abaixo.

( A ) vírgula separando termos deslocados (adjuntos adverbiais)

( B ) vírgula separando aposto ou vocativo

( C ) vírgula antes de conjunção coordenativa

( D ) vírgula separando termos intercalados, explicativos

( E ) vírgula separando orações adjetivas explicativas

( F ) vírgula marcando a supressão do verbo

( ) Comi um cachorro-quente; Marcelo, um sanduíche natural.

( ) Não vi o espetáculo da Simone, mas a crítica o elogiou muito.

( ) Alice, que nunca foi à França, conhece a culinária francesa muito bem.

( ) Já te disse, Felipe, te dedica mais à Língua Portuguesa.

( ) Ontem à noite, um aluno me telefonou para pedir o adiamento da prova.

( ) Clarissa, nome da filha do escritor Érico Veríssimo, é título de uma obra do escritor.

( ) Não quero mais te namorar, isto é: está tudo acabado entre nós.

( ) Ele não é bonito; entretanto, é muito carismático.

( ) A professora deu as instruções para a pesquisa, e os alunos saíram para colher informações

( ) ( ) Isto não vai dar certo: eu quero ir à praia, e tu, à serra.

IV – REDAÇÃO OFICIAL/ADMINISTRATIVA

  1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL

Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial/administrativa é a maneira pela qual o Poder Público ou as instituições privadas redigem atos normativos e comunicações. Essa modalidade de redação deve caracterizar-se pela impessoalidade, pelo uso do padrão culto de linguagem, além de apresentar clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37:

A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”.

A transparência do sentido e a inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto, oriundo de uma instituição que serve a um determinado público, não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.

Os princípios de impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal aplicam-se às comunicações oficiais e adminsitrativas: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.

Apresentadas essas características fundamentais, passemos à análise pormenorizada de cada uma delas.

1.1. A Impessoalidade

A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:

a) alguém que comunique,

b) algo a ser comunicado, e

c) alguém que receba essa comunicação.

No caso da redação oficial ou administrativa, quem comunica é sempre uma instituição pública ou privada; o que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições da organização que comunica; o destinatário dessa comunicação é o público, o conjunto dos cidadãos, ou outro setor da organização.

Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais ou empresariais decorre:

a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome da instituição que é feita a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade;

b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão da empresa. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal;

c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações se restringe a questões que dizem respeito ao interesse institucional, é natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.

Desta forma, não há lugar na redação oficial/administrativa para impressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. Este tipo de redação deve ser isento da interferência da individualidade que a elabora.

A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os textos contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade.

1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais/Administrativos

A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes administrativos decorre, de um lado, do próprio caráter desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade.

A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos.

O mesmo ocorre com os textos administrativos: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que:

a) se observam as regras da gramática formal, e

b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.

É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.

Convém lembrar – ainda – que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua literária.

1.3. Formalidade e Padronização

As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito, neste material, Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.

1.4. Concisão e Clareza

A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.

É pela correta observação dessas características que se redige com clareza:

a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto;

b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;

c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;

d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.

Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais/administrativos, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção.

2. AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS/ADMINISTRATIVAS

Introdução

A redação das comunicações oficiais ou administrativas deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no tópico anterior, Aspectos Gerais. Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que serão tratadas neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial/administrativa:

- o emprego dos pronomes de tratamento,

- a forma dos fechos e

- a identificação do signatário.

2.1. Pronomes de Tratamento

2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento

O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na língua portuguesa. De acordo com Said Ali,1 após serem incorporados ao português os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”, passou-se a empregar, como expediente lingüístico de distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor:

“Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.”2

A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já estava em voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e eclesiásticas.

2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.

Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).

Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.

2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento

Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado:

Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:

a) do Poder Executivo;

Presidente da República;

Vice-Presidente da República;

Ministros de Estado3;

Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;

Oficiais-Generais das Forças Armadas;

Embaixadores;

Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;

Secretários de Estado dos Governos Estaduais;

Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo:

Deputados Federais e Senadores;

Ministros do Tribunal de Contas da União;

Deputados Estaduais e Distritais;

Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;

Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.

c) do Poder Judiciário:

Ministros dos Tribunais Superiores;

Membros de Tribunais;

Juízes;

Auditores da Justiça Militar.

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Senhor Senador,

Senhor Juiz,

Senhor Ministro,

Senhor Governador,

No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:

A Sua Excelência o Senhor

Fulano de Tal

Ministro de Estado da Justiça

70064-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor

Fulano de Tal

Juiz de Direito da 10a Vara Cível

Rua ABC, no 123

01010-000 – São Paulo. SP

A Sua Excelência o Senhor

Senador Fulano de Tal

Senado Federal

70165-900 – Brasília. DF

NOTA - Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo(DD) às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. Em comunicações administrativas, tampouco é bem visto tal tratamento

Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é: Senhor Fulano de Tal, ...

No envelope, deve constar do endereçamento:

Ao Senhor

Fulano de Tal

Gerente Comercial

Rua ABC, no 123

12345-000 – Curitiba. PR

Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.

Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Deve-se evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, emprega-se apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina – mas isso é um tratamento mantido pelo costume, NÃO é obrigatório. Em todos os casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.

Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo Magnífico Reitor.

Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:

Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, ...

Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:

Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou

Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, ...

Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.

2.2. Fechos para Comunicações

O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:

a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:

Respeitosamente,

b) para cidadãos comuns:

Atenciosamente,

2.3. Identificação do Signatário

Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais/administrativas devem trazer o nome e o cargo de quem as expede, abaixo do local de sua assinatura. Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

3. O Padrão Ofício

Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanças.

3.1. Partes do documento no Padrão Ofício

O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:

a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede (quando emitido por um órgão público):

Exemplos:

Mem. 123/2002-MF Aviso 123/2002-SG Of. 123/2002-MME

b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:

Exemplo:

Brasília, 15 de março de 1991.

c) assunto: resumo do teor do documento

Exemplos:

Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.

e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:

– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite-se o uso das formas:Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta;

– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma idéia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;

– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.

Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.

Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:

– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:

Em resposta ao requerimento tal, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento l de Administração, que trata da requisição do funcionário Fulano de Tal.”

ou

Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”

– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em ofício de mero encaminhamento.

f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);

g) assinatura do autor da comunicação; e

h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).

3.2. Forma de diagramação

Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de apresentação:

a) deve ser utilizada fontedo tipo Times New Roman de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;

b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbole Wingdings;

c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da página;

d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares (“margem espelho);

e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da margem esquerda;

f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm de largura;

g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;

h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco;

i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento;

j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e ilustrações;

l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;

m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Textnos documentos de texto;

n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos análogos;

o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser formados da seguinte maneira:

tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do conteúdo

Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002”

3.3. Aviso e Ofício

3.3.1. Definição e Finalidade

Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.

3.3.2. Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de vírgula.

Exemplos:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República

Senhora Ministra

Senhor Chefe de Gabinete

Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes informações do remetente:

– nome do órgão ou setor;

– endereço postal;

– telefone e endereço de correio eletrônico.

3.4. Memorando

3.4.1. Definição e Finalidade

O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, idéias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor.

Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando.

3.4.2. Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício,com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa.

4. Correio Eletrônico

4.1 Definição e finalidade

O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação para transmissão de documentos.

4.2. Forma e Estrutura

Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do destinatário quanto do remetente.

A mensagem que encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo. Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

4.3 Valor documental

Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

Fonte deste tópico: Manual de Redação Oficial da Presidência da República

OUTROS DOCUMENTOS USUAIS DA COMUNICAÇÃO OFICIAL

5 . ATA

É o documento de valor jurídico, que consiste no resumo fiel dos fatos, ocorrências e decisões de sessões, reuniões ou assembléias, realizadas por comissões, conselhos, congregações, ou outras entidades semelhantes, de acordo com uma pauta, ou ordem-do-dia, previamente divulgada. É geralmente lavrada em livro próprio, autenticada, com as páginas rubricadas pela mesma autoridade que redige os termos de abertura e de encerramento.

O texto apresenta-se seguidamente, sem parágrafos, ocupando cada linha inteira, sem espaços em branco ou rasuras, para evitar fraudes. A fim de ressalvar os erros, durante a redação, usar-se-á a palavra digo; se for constatado erro ou omissão, depois de escrito o texto, usar-se-á a expressão em tempo. Quem redige a ata é o secretário (efetivo do órgão, ou designado ad hoc para a reunião). A ata vai assinada por todos os presentes, ou somente pelo presidente e pelo secretário, quando houver registro específico de freqüência.

Observações:: Com o advento do computador, as atas têm sido elaboradas e digitadas, para posterior encadernação em livros de ata. Se isto ocorrer, deve ser indicado nos termos de abertura e fechamento, rubricando-se as páginas e mantendo-se os mesmos cuidados referentes às atas manuscritas. Dispensam-se as correções do texto, como indicado anteriormente.

No caso de se identificar, posteriormente, algum erro ou imprecisão numa ata, faz-se a ressalva, apresentando nova redação para o trecho. Assim, submetida novamente à aprovação do plenário, ficará consagrada. O novo texto será exarado na ata do dia em que foi aprovado, mencionando-se a ata e o trecho original.

Suas partes componentes são:

1. Cabeçalho, onde aparece o número (ordinal) da ata e o nome do órgão que a subscreve.

2. Texto sem delimitação de parágrafos, que se inicia pela enunciação da data, horário e local de realização da reunião, por extenso, objeto da lavratura da Ata.

3. Fecho, seguido da assinatura de presidente e secretário, e dos presentes, se for o caso.

EXEMPLO

ATA da 102ª Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura

Aos dezenove dias do mês de maio de mil novecentos e noventa e nove, às dez horas, em sua sede na Avenida Erasmo Braga, cento e dezoito, décimo andar, realizou-se a milésima vigésima segunda Sessão Plenária do Conselho Estadual de Cultura, presentes os Senhores Conselheiros Moacyr Werneck de Castro - no exercício da Presidência, Caíque Botkay, Dina Lerner, Edino Krieger, Fausto Wolff, Fernando Cotta Portella, João Leão Sattamini Netto, José Lewgoy, Léa Garcia, Martha Carvalho Rocha, Paulo Roberto Menezes Direito, Ubiratan Corrêa e - Suplentes - Luiz Carlos Ribeiro Prestes e Frederico Augusto Liberalli de Góes. Justificaram a ausência os Senhores conselheiros Luiz Emygdio de Mello Filho - Presidente, Ana Arruda Callado - Vice-Presidente, Arthur Moreira Lima e Oscar Niemeyer. No expediente: ata da sessão anterior - aprovada; convite do MinC, para a exposição "KENE", convite da UFRJ, para a exposição de fotos e textos "Dois séculos de poesia". Iniciando os trabalhos, o Senhor Conselheiro Moacyr Werneck de Castro, dizendo-se constrangido em assumir a Presidência dos trabalhos, em função do dispositivo regimental que atribuía ao Conselheiro com mais idade aquela substituição, passou à apreciação da Ordem do Dia - Visitas do Conselho a instituições culturais e de personalidades da Cultura ao Conselho. Declarando haver um número excessivo de convites para a realização de Sessões em outras localidades e, com isso, segundo entendia, tais reuniões, embora proveitosas, deixaram o Plenário com dificuldades para tratar dos problemas que lhe diziam respeito. A Conselheira Dina Lerner, intervindo, informou que eram muitos os problemas daquela ordem no Estado e que o IPHAN não acompanhara a obra, por ser um bem tombado pelo Estado. Comprometeu-se, então, em levantar a documentação sobre a questão e apresentá-la em reunião próxima. A seguir, propôs - e o Plenário aprovou - voto de pesar pelo passamento do dramaturgo Alfredo Dias Gomes, destacando que o povo comparecera em massa ao velório realizado na Academia Brasileira de Letras, representando a sensibilidade da extensa obra daquele homem de letras. Nada mais havendo a tratar, o Conselheiro Moacyr Werneck de Castro deu por encerrados os trabalhos, antes convocando os Senhores Conselheiros para a próxima Sessão, a ser realizada no dia vinte e seis de maio, às dez horas. Eu, Paulo Pimenta Gomes, Secretário Geral, lavrei a presente ata.

Presidente

Secretário

6. ATESTADO

Documento firmado por alguém em razão do cargo que ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do qual tem conhecimento, a favor de uma pessoa. Suas partes componentes são:

1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e centralizado sobre o texto.

2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, e a matéria do Atestado.

3. Local e data, por extenso.

4. Assinatura, nome e cargo de quem expede o Atestado.

EXEMPLO

ATESTADO

Atesto, para os devidos fins, que José da Silva, Redator, matrícula n.º 0000-0, lotado na Assessoria de Imprensa desta Secretaria, teve frequência integral no período de 1º de janeiro a 30 de abril do corrente ano.

Porto Alegre, 22 de maio de 2008

JOSÉ DA SILVA

Assessor-Chefe

7. RELATÓRIO

É a exposição circunstanciada de atividades levadas a termo por funcionário, no desempenho das funções do cargo que exerce, ou por ordem de autoridade superior. É geralmente feito para expor: situações de serviço, resultados de exames, eventos ocorridos em relação a planejamento, prestação de contas ao término de um exercício etc. Suas partes componentes são:

1. Título (a palavra RELATÓRIO), em letras maiúsculas.

2. Vocativo: a palavra Senhor(a), seguida do cargo do destinatário, e de vírgula.

3. Texto paragrafado, composto de introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução se enuncia o propósito do relatório; no desenvolvimento - corpo do relatório - a exposição minudente dos fatos; e, na conclusão, o resultado ou síntese do trabalho, bem como a recomendação de providências cabíveis.

4. Fecho, utilizando as fórmulas usuais de cortesia, como as do ofício.

5. Local e data, por extenso.

6. Assinatura, nome e cargo ou função do signatário.

7. Anexos, complementando o Relatório, com material ilustrativo e/ou documental.

EXEMPLO

RELATÓRIO

Senhor Secretário

Ao término do 1º trimestre de 2008, vimos apresentar a V.Ex.ª o Relatório de Atividades pertinentes à Superintendência de Desenvolvimento Institucional, ao qual se anexam quadros demonstrativos onde se expressam os dados quantitativos das atividades operacionais.

Seguindo as diretrizes determinadas pelo plano Estratégico desta Secretaria para o ano de 1999, pôde esta unidade alcançar as metas previstas nos projetos, conforme se segue.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Apesar das dificuldades em relação às condições de trabalho, com número reduzido de pessoal qualificado e carência de materiais específicos e equipamentos, consideramos bastante positivos os resultados obtidos nestes primeiros meses da atual gestão.

Porto Alegre, 22 de maio de 2008

Fulano de Tal

SUPERINTENDENTE DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

8. REQUERIMENTO

Documento pelo qual o interessado solicita algo a que se julga com direito, ou para se defender de ato que o prejudique. Suas partes componentes são:

1. Vocativo: a palavra Senhor, precedida da forma de tratamento, o título completo da autoridade a quem se destina, seguida de vírgula.

2. Preâmbulo: nome do requerente (em maiúsculas), seguido dos dados de identificação: nacionalidade, estado civil, filiação, idade, naturalidade, domicílio, residência etc. Sendo funcionário do órgão, apresentar apenas os dados de identificação funcional.

3. Texto: exposição do pedido, de forma clara e objetiva, citando o fundamento legal que permite a solicitação.

4. Fecho: parte que encerra o documento, usando-se, alinhada à esquerda a fórmula:

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

5. Local e data, por extenso.

6. Assinatura do requerente.

EXEMPLO

Excelentíssima Senhora Governadora do Estado do Rio Grande do Sul,

JOSÉ JOAQUIM, agente administrativo, nível I, matrícula n.º 0000-0, lotado nesta Secretaria, com exercício no Departamento Geral de Administração, requer revisão de seus proventos, por discordar do disposto em seu contracheque.

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

Porto Alegre, 22 de maio de 2008

Assinatura

EXERCÍCIOS DE REDAÇÃO OFICIAL

01 – A correspondência oficial/administrativa deve ter, entre suas características,

I – a ausência de impressões pessoais de quem redige e a concisão.

II – o uso do padrão culto de linguagem, a precisão e a clareza.

III – a linguagem rebuscada, com muitos adjetivos, e a marca do estilo individual de quem comunica.

A alternativa correta é:

a) Apenas a I. b) Apenas a II. c) Apenas a I e a II.

d) Apenas a II e a III. e) A I, a II e a III.

02 – Assinale C (correto) ou I (incorreto) nas seguintes afirmações acerca de pronomes e formas de tratamento.

( ) A concordância dos pronomes que começam com “Vossa” é feita sempre com o verbo e o pronome combinando; por exemplo: “Vossa Senhoria estais convidado...”

( ) A forma Vossa Excelência é o tratamento usado para: Presidente da República, ministros, senadores, juízes, militares de alta patente, prefeitos, entre outras altas autoridades públicas.

( ) O vocativo deve corresponder sempre ao pronome de tratamento; por exemplo: "Excelentíssimo Senhor" corresponde ao tratamento "Sua Excelência".

Assinale a alternativa que apresenta a ordem das respostas de cima para baixo.

a) C – C – C b) C – C – I c) I – I – C d) I – C – C e) I – C – I

03 – O vocativo “Prezado Senhor” deve ser usado na correspondência dirigida a

  1. religiosos (padres, monsenhores, cônegos).

  2. reitores de universidades.

  3. presidente e membros da Assembléia Legislativa.

  4. membros do Congresso Nacional.

  5. Pessoas a quem se deve tratar cortesmente, seja por sua hierarquia ou não.

04 – Relacione os tipos de documentos às respectivas definições.

(A) Atestado (B) Edital (C) Ofício (D) Requerimento

( ) Documento no qual afirma-se veracidade de certo fato ou a existência de certa obrigação.

( ) Documento que consiste na comunicação de qualquer assunto de ordem administrativa; tem caráter público ou privado

( ) Ato pelo qual publica-se, na imprensa ou em lugares públicos, fato ou ordenança que deve ser divulgada para conhecimento das pessoas nele mencionadas ou de outras pessoas que possam ter interesse no assunto.

( ) Petição por escrito, encaminhada a uma autoridade, na qual se solicita algo a que tem direito ou que como tal se supõe.

Qual é a ordem das respostas, de cima para baixo?

a) A – C – B – D b) B – C – E – D c) C – B – D – A d) D – B – C – A

e) A – B – C – D

05 – Assinale a alternativa que não apresenta um princípio da Redação Oficial/Administrativa.

a) Apresentar linguagem direta e objetiva.

b) Usar para com o destinatário um tratamento cortês, mesmo que formal.

c) Ir direto ao assunto, sem rodeios ou explicações desnecessárias.

d) Respeitar as normas da Língua Portuguesa

e) Usar linguagem informal, gírias ou expressões típicas regionais.

06 – Assinale C (certo) ou F (errado) a respeito do que se diz sobre o memorando.

( ) O memorando pode ser interno ou externo.

( ) O memorando relata o ocorrido em uma reunião.

( ) A principal característica do memorando é a agilidade para a tramitação.

Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta das respostas, de cima para baixo.

  1. C – C – C b) C – C – E c) C – E – E d) E – C – C e) E – E – C

07 – Assinale a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA a respeito da ata.

a) Trata-se de um registro em que se faz um relato do que se passou numa reunião, assembléia ou convenção.

b) Os números devem ser grafados sempre por extenso.

c) Serve para transmitir avisos, ordens ou instruções e contém assunto de caráter ou interesse geral.

d) Deve ter um texto compacto, sem parágrafos ou com parágrafos numerados.

e) Os verbos devem ser usados, de preferência, no tempo Pretérito Perfeito.

TESTES DE TODO O CONTEÚDO VISTO

1. Assinale onde houver troca de uma palavra por uma de som ou grafia similar (parônima):

a) A publicidade faz com que os atos do governo não passem desapercebidos.

b) Da administração direta emerge parte da publicidade governamental.

c) O cumprimento das promessas eleitorais é a melhor publicidade.

d) Os gastos com publicidade estavam discriminados na prestação de contas.

e) A verba de publicidade provém dos impostos pagos pela população.

2. Nas frases abaixo, a única lacuna que pode ser preenchida pela forma POR QUE está na seguinte alternativa:

a) Não dormiu bem ________ estava há uma semana resfriada.

b) A senhora perguntou à atendente _____ estava sendo cobrada pelo serviço não utilizado.

c) Ela mesma respondeu: é assim _______ é assim.

d) Ele não sabia qual era o __________ de ser tratado assim.

e) Os relatórios solicitados não estão concluídos, _________?

3. São considerados princípios da comunicação eficaz, ou seja, aquela que permite uma harmoniosa interação por meio da linguagem, seja escrita ou falada:

  1. Boa postura, simpatia e clareza.

  2. Carisma, coerência e caligrafia legível.

  3. Clareza, coerência, concisão e estilo agradável.

  4. Conhecimento do assunto, prolixidade e simpatia.

  5. Boa aparência, voz agradável e conhecimento do assunto.

4. Considere as seguintes frases.

I – No minizoo do Parque da Redenção, há cerca de cinquenta macacos de variadas espécies.

II – As organizações co-irmãs adeqúam-se a regras comuns a todas.

III – Se aquele funcionário pôde sair mais cedo, por que seu colega não pode?

IV – O novo estagiário não pára de propor umas idéias esquisitas.

Segundo a ortografia oficial vigente, estão corretas as frases

  1. I e II.

  2. I e III.

  3. I e IV

  4. II, III e IV

  5. I, II, III e IV

5. Preencha as lacunas com um dos termos entre parênteses:

a. O..........................dos senadores é de oito anos. (mandado - mandato)

b. Todos os...........................haviam sido ocupados. (acentos - assentos)

c. A próxima..............................começará atrasada. (seção - sessão)

d. O marido entrou vagarosamente e passou......(despercebido - desapercebido)

e. Após o bombardeio, o navio atingido........................(emergiu- imergiu)

6. Observe as frases abaixo:

1. O perigo de desabamento está próximo.

2. No levantamento da população de São Paulo houve distorções.

3. Na repartição das armas, a presença do furriel é importante.

4. Toda espécie de contrabando de drogas deve ser repreendido.

Os vocábulos grifados equivalem respectivamente a:

a) iminente, censo, seção e tráfego.

b) iminente, censo, seção e tráfico.

c) eminente, senso, cessão e tráfico.

d) eminente, senso, sessão e tráfego.

7. Quanto à paronímia, assinale a alternativa correta:

a) O meu pai sempre foi um pião de fábrica, um líder no lar, um homem justo.

b) Diante de minha sólida argumentação, só restou ao tenente diferir meu requerimento.

c) Tive gana de provocar um prejuízo vultuoso na firma. Afinal, era um bom tesoureiro.

d) Não o cria tão insensível quanto parecia. A discrição impunha-lhe tenaz

responsabilidade.

8. Observe as palavras sublinhadas nas orações abaixo:

I – “ ... mas na hora que ia ficar pelada, o vento ...”

II – “... Na pelada de Domingo houve três pênaltis.

A alternativa que representa o par de orações em que ocorre o mesmo caso de

homonímia é:

a) O alfaiate coseu bem o terno. / O marido cozeu o feijão.

b) Cerraram todas as portas durante a greve. / Serraram as madeiras.

c) A aluna foi descriminada pela sua falta. / Os colegas a discriminaram por ser feia.

d) Ele passou-lhe um cheque sem fundo. / Deu-lhe um xeque no jogo de xadrez.

e) Tudo ocorreu antes, como havíamos previsto. / Quando estou com fome, como

qualquer coisa.

9. A palavra sublinhada está empregada inadequadamente em:

a) Os moradores sempre o consideram, pelas suas atitudes, um homem sério e descente.

b) Sempre foi muito místico, por isso não se cansava de o chamar de ascético.

c) Comentava-se que o príncipe só poderia ascender ao trono, após a maioridade.

d) Na última publicação do jornalista, a seção de esportes estava ótima.

e) Sabe apreciar uma pintura. Não há dúvida de que possui senso artístico.

10. Assinale onde houver troca de uma palavra por seu parônimo:

a) A publicidade faz com que os atos do governo não passem desapercebidos.

b) Da administração direta emerge parte da publicidade governamental.

c) O cumprimento das promessa eleitoras é a melhor publicidade.

d) Os gastos com publicidade estavam discriminados na prestação de contas.

e) A verba de publicidade provém dos impostos pagos pela população.

11. Assinale a alternativa que apresenta incorreção quanto ao significado da

palavra:

a) acender = pôr fogo / ascender = subir, elevar-se

b) arriar = abaixar / arrear = por arreio

c) acento = sinal gráfico / assento = lugar onde se assenta

d) apóstrofe = sinal gráfico em forma de vírgula, com o qual se indica supressão de

letra ou sílaba em uma palavra / apóstrofo = figura de linguagem que consiste em

interpelar violentamente pessoas ou coisas presentes ou ausentes reais ou fantásticas.

e) apressar = tornar rápido / apreçar = ver preço

12. Nas frases abaixo, a única lacuna que pode ser preenchida pela forma POR

QUE está na seguinte alternativa:

a) Ela tem sono superficial _____ está há dias resfriada.

b) A menina não perguntava _____ tinha que fazer as tarefas da escola.

c) Ela mesma parecia se ter respondido: é assim _____ é assim.

d) Ele acrescentou irritado sem atinar com o _____ de sua súbita irritação e revolta.

e) Tudo que acontecia era _____ as coisas são assim mesmo.

13. Em: O Prefeito ratificou o Decreto e O Prefeito retificou o Decreto, as palavras sublinhadas podem ser substituídas, sem que haja perda de sentido, por, respectivamente:

a) modificou / publicou

b) escolheu / saudou

c) anunciou / arquivou

d) apresentou / incorporou

e) confirmou / corrigiu

14. Imoralidade e Amoralidade são palavras de forma semelhante, mas de significado distinto (parônimos); o item a seguir que NÃO apresenta parônimos porque uma das formas não existe é:

a) apressar / apreçar;

b) arrear / arriar;

c) descrição / discreção;

d) intemerato / intimorato;

e) deletar / dilatar.

15. Leia, com atenção, os períodos abaixo:

 

I - Caso haja justiça social, haverá paz.

 

II - Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não fornece uma reprodução fiel da realidade.

 

III - como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se escutou um único ruído.

 

16. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas orações destacadas.

 

a) tempo, concessão, comparação

b) tempo, causa, concessão

c) condição, conseqüência, comparação

d) condição, concessão, causa

e) concessão, causa, conformidade

17. Dos verbos abaixo apenas um é regular, identifique-o:

a) pôr. b) adequar. c) copiar. d) reaver. e) brigar.

18. A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é:

a) eu reavejo (reaver). b) precavo (precaver). c) eu coloro (colorir). d) eu frijo (frigir).

e) ele creu (crer)

19. . Das palavras abaixo, aquela cujo prefixo apresenta sentido diferente das demais é:

a) interminável. b) irrealidade. d) inútil. d) imperfeito. e) imigrante

20. Depois que o sol se __________, haverão de __________ as atividades.

a) pôr - suspender b) por - suspenderem c) puser - suspender d) puser – suspenderem e) puzer – suspenderem

21. Atentando para a seleção vocabular bem como para as especificidades da língua escrita (concordância, coerência, coesão), reescreva os seguintes textos da língua falada, valendo-se do registro formal:

a) A coisa está preta entre Estados Unidos e nações que supostamente abrigam terroristas.

b) Esse negócio de dizer que a América do Norte sofreu um atentado sem mais nem menos...seria bom também ver as causas.

c) Esse problema da crise nos Estados Unidos, eu vejo de outro jeito.

d) A guerra, ela não poderia começar sem antes eles lutarem pela paz.

e) A natureza do homem, ela é de guerra mesmo, desde que o homem é homem.

VERBOS E CONCORDÂNCIA

01 – Assinale a alternativa que completa a frase corretamente.

MESMO QUE NÓS ................., NÃO CONSEGUIRÍAMOS QUE ELES ..................... OS PAPÉIS QUE OS CHEFES ................. EM SEGREDO.

  1. interviéssemos – requeressem - mantêm

  2. intervíssemos – requeressem – mantém

  3. interviéssemos – requisessem – mantêm

  4. intervíssemos – requisessem – mantêm

  5. interviéssemos – requeressem – mantêem

02 - Assianle a alternativa que apresente as formas verbais MEDIR, VALER, CABER E DATILOGRAFAR no Presente do Indicativo – 1ª pessoa do singular (eu).

  1. meço – valo – cabo – datilógrafo

  2. meço - valho – caibo – datilografo

  3. mido – valho – caibo – datilógrafo

  4. meço – valo – caibo – datilografo

03 – – Assinale a alternativa correta quanto à concordância.

  1. Naquela época haviam muitos problemas.

  2. As Minas Gerais é um belo estado.

  3. Os Lusíadas é um poema épico.

  4. Embora hajam vários candidatos, vou me candidatar.

  5. Tenho por mentirosos o aluno e sua namorada.

04 – Assinale a alternativa INCORRETA quanto à concordância.

  1. Faz anos que ela se formou.

  2. Devem haver pessoas honestas nesse governo.

  3. Alvimar ou Caetano será o líder da turma.

  4. Precisava-se de professores de Química Inorgânica.

  5. Incluíram-se na pasta todos os trabalhos do aluno.

05 – Indique a alternativa gramaticalmente correta:

  1. Filmes, novelas, boas conversas, nada o tiravam da apatia.

  2. Se não vier as chuvas, que será de nós?

  3. É precaríssima as condições do prédio.

  4. Um de seus sonhos era morrer na terra natal.

06 - POR FAVOR, PASSE ........... CANETA QUE ESTÁ AÍ DO SEU LADO; ................ AQUI NÃO SERVE PARA ............ DESENHAR.

  1. aquela – esta – mim b) essa – esta – mim –

c) esta – essa – eu d) essa – esta – eu

07 – Assinale a alternativa em que o pronome relativo está fazendo a concordância correta.

  1. Este é um problema para ti resolver.

  2. Para mim, viajar de avião é um suplício.

  3. Quando voltei a si, não sabia onde estava.

  4. Meu pai me deu um livro para mim ler.

  1. NÃO NOS VÍAMOS ........... TANTO TEMPO QUE, ........... PRIMEIRA VISTA, NÃO ............. RECONHECI.

    1. há – à – a b) a – à – à

c) há – a – a d) a – há – a

d) a – a – a

09 – ESTAMOS ........ POUCAS HORAS DA CIDADE ............. QUAL VIERAM, ............ ANOS, NOSSOS ANTEPASSADOS.

há – a – há b) há – à – a

c) a – a – há d) a – à – a

d) a – à – há

10 - Complete as frases com os verbos indicados nos parênteses; depois, assinale a alternativa correta.

  1. O Presidente ........ seus ministros amanhã. (visitar - fut. do presente do Indicativo)

  2. A festa ......... até o amanhecer. (prolongar-se - pret. perf. do Indicativo)

  3. Se Jonas e Lucas ..........logo, eu lhes darei o recado. (chegar - futuro do Subjuntivo)

  4. Nós ............ muito que passasses as festas conosco. (querer - pretérito imperfeito do Indicativo)

( A ) visitará - prolongou-se - chegarem - queríamos

( B ) visitará - prolongava-se - chegar - queríamos

( C ) visitaria - prolongou-se - chegar - quereríamos

( D ) vai visitar - prolongou - chegaram - quisemos

( E ) visitará - prolonga-se - chegassem - queremos

11 - Transpondo para a voz passiva a oração Os pesquisadores não podiam suportar esse nível de radiação, tem-se a forma verbal:

( A ) se suportava

( B ) era podido suportar

( C ) podem suportar-se

( D ) podia ser suportado

( E ) podem suportar-se

12 - Complete a frase com a concordância verbal.

Mesmo que direção o ........ para o cargo, e ele ........ nomeado, duvido que ele .......... a exercer o cargo.

( A ) indicar - for – chega ( B ) indicaria - seja - chega

( C ) indique - for – chega ( D ) indique - seja - chegue

( E ) indicar - ser - chegue

13 - Na frase Queria que me ajudasses, o trecho sublinhado pode ser substituído apenas por

( A ) sua ajuda. ( B ) vossa ajuda.

( C ) tua ajuda. ( D ) a ajuda de você.

( E ) a ajuda deles.

Marque a alternativa que completa corretamente as frases.

14 - Se não ..................... providências logo, não ....................... meios para a resolução desse problema que tanto nos ..........................

a) for tomada , haverá, afligem

b) forem tomadas, haverão, aflige

c) forem tomadas, haverá, afligem

d) forem tomadas, haverá, aflige

15 - Se .................... mais homens honestos, não ...................... tantas brigas por justiça, nem ......................... o uso da força e da truculência.

a) existissem, haveria, seria necessário

b) existisse, haveria, seria necessário

c) existissem, haveriam, seriam necessários

d) existisse, haveria, seriam necessárias

16 - Assinale o período em que há ERRO de concordância verbal.

  1. Faltavam-me ferramentas para fazer uma caixa de madeira.

  2. Estava eu ali quando começou a cair pingos grossos de chuva.

  3. Hoje só me aconteceram coisas boas.

  4. Sobram-lhe motivos para considerarem-se pessoas felizes.

17 - Idem exercício anterior.

  1. João nunca subirá na vida, pois falta-lhe coragem e determinação.

  2. Partirão amanhã tu, Euzébio e Ramiro.

  3. Ainda existem peixes nesse rio sujo?

  4. Elas haviam observado o penteado moderno do aluno novo.

18 - Assinale o período em que a concordância atende às regras gramaticais.

  1. Naquela época haviam muitos problemas envolvendo a censura.

  2. Registrou-se, no mês passado, violentas explosões no planeta vênus. Tratavam-se de extraterrestres?

  3. Restaram, ao final daquela árdua batalha, cerca de cem feridos.

  4. Precisam-se, naquela fábrica, de muitos ajudantes.

19 - Marque C para CORRETO e E para ERRADO (mesmo que sejam dois verbos), conforme estiver a concordância verbal dos períodos.

( ) Só o desenrolar dos fatos é que poderão revelar a verdade sobre esse assunto.

( ) Daquela época de adolescência restam-me boas recordações.

( ) Como me parecem altos esses jogadores de basquete!

( ) Se houvessem melhores condições de trabalho, haveria, talvez, menos pobreza.

( ) Não valiam a pena tantos sacrifícios para sermos aprovados no concurso?

( ) Não me importam o que dizem esses astrólogos.

( ) Naquela reunião pesada, nenhum dos presentes atreveram-se a falar.

20 - Relacione corretamente.

( ) Vá agora, Carlos! ( ) indicativo ( 1 )fato incerto

( ) O piloto salvou-se. ( ) subjuntivo ( 2 ) ordem

( ) Talvez ele venha. ( )imperativo ( 3 ) fato certo

21 - relacione corretamente.

( 1 ) verbos regulares ( ) caber - poder - subir

( 2 ) verbos irregulares ( ) unir - temer – falar

22 - Relacione os verbos em destaque aos respectivos tempos e modos.

( 1 ) pretérito perfeito do indicativo

( 2 ) futuro do subjuntivo

( 3 ) pretérito mais-que-perfeito do indicativo

( 4 ) imperativo afirmativo

( 5 ) presente do indicativo

( ) Estuda para vencer na vida.

( ) Eu peço que tenhas paciência.

( ) Se chegarem cedo, telefonem para a tia Dulce.

( ) O co-piloto tinha desaparecido no mar.

( ) Chegaste tarde para a festa.

23 - Verbos abundantes

Use as formas adequadas do PARTICÍPIO (outra forma verbal não vale) para completar as frases.

  1. A polícia havia ............. os manifestantes.(dispersar)

  1. As folhas foram ........... aos documentos.(anexar))

  1. A raça humana poderá ser ............ pelas explosões nucleares. (extinguir)

  1. O meu sustento é ........... com muito trabalho. (ganhar)

  1. Quando eu chegar lá, eles já terão ........... minhas cópias? (imprimir)

24 - Assinale a opção em que o espaço pode ser corretamente preenchido por qualquer das formas indicadas nos parênteses.

  1. Um de seus sonhos ...... voltar à terra natal.(era-eram)

  2. Aqui não ....... os campos onde ele brincava. (existe-existem)

  3. Uma porção de sabiás .......... nas laranjeiras. (cantava-cantavam)

  4. Não ........ em minha terra belezas naturais. (falta-faltam)

  5. Sou eu que ........ morrer ouvindo o canto do sabiá. (quer-quero)

25 - “........ fazer cinco meses que não o vemos; .......... existir motivos importantes para sua ausência, pois, se não ........., ele já teria nos procurado.”

  1. Vai- deve- houvessem

  2. Vai - devem - houvesse

  3. Vão - deve - houvessem

  4. Vão - deve - houvesse

  5. Vão - devem - houvessem

26 - “Por falta de verbas, ............ as experiências e os estudos que .............”

  1. foi suspenso - planejava fazer

  2. foram suspensos - planejava fazer

  3. foram suspensos - planejavam fazerem

  4. foram suspensas - planejava fazerem

  5. foi suspenso - planejava fazer

27 - Complete as frases com as formas verbais dos parênteses, depois assinale a opção correta.

Como (PODER) haver pessoas tão generosas! (pret. imperfeito. Indicativo)

(OUVIR) - se muito longe os ruídos da festa.(pret. imperf. Indicativo)

(FAZER) muitos anos que ela não vem aqui. (presente Indicativo)

(RETIRAR) - se aquelas plantas feias daqui.(pret. perfeito Indicativo)

  1. podia - ouviam - faz - retiraram

  2. podiam - ouvia - fazem - retirou

  3. pôde - ouviu - fez - retiraram

  4. pode - ouviu - fizeram - retirou

  5. podia - ouvia - faz - retirou

28 - Em todas as frases seguintes, a concordância se faz presente, EXCETO em:

  1. As declarações deverão estar anexas ao processo.

  2. Os rapazes estão todos alertas.

  3. Muita água durante as refeições é mau para a saúde.

  4. Ele possuía recursos bastantes para viver sem trabalhar.

  5. Ele compra roupas o mais luxuoso possível.

29 - A frase com ERRO de concordância verbal é:

  1. Na festa havia muitas pessoas que não trabalharam no projeto.

  2. Se todos houvessem seguido as normas, não teria havido tantas reclamações.

  3. O descuido com a natureza é tanto, que naquela região já não existem muitos animais típicos dali.

  4. Se houvesse melhores condições de ensino, existiriam melhores resultados.

  5. Se surgir outros fatos duvidosos, não haverão mais dúvidas sobre a deslealdade de alguém desta equipe.

30 - As seguintes frases foram retiradas de depoimentos reais dados a órgãos de imprensa. Todos eles apresentam problemas de concordância, EXCETO:.

a) “Os convênios assinados pelo delegado regional do Ministério da Educação traduz os esforços que o governo empreendeu para enfrentar o problema da s escolas.”

b) "Ele disse que eram previsíveis os percalços que enfrentariamqualquer problema de estabilização necessário no Brasil...”

c) “Sem a educação, não podem haver cidadãos conscientes.”

d) “O único meio de eles reouverem o que lhes fora tirado será dedicando-se à recuperação do prejuízo.”

Material elaborado por Fátima Ali – 2009

fprof041@terra.com.br

1Said Ali, Manoel. Gramática secundária histórica da língua portuguesa. 3. ed. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1964. p. 93-94.

2Id. Ibid.

3 Nos termos do Decreto no 4.118, de 7 de fevereiro de 2002, art. 28, parágrafo único, são Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União.

(Parte 4 de 4)

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