Artigo novidades na paleontologia

Artigo novidades na paleontologia

NOVAS DESCOBERTAS PALEONTOLÓGICAS NO MUNDO

Charles Adriano de Souza Monteiro; Goiamir Nascimento Segurado; Lucas Moura de Araújo; Rubenis Antunes Branco Bezerra1; Gustavo Szilagyi2

Graduandos do Curso de Ciências Biológicas da UnP1; Professor MsC da disciplina de paleontologia do Curso de Ciências Biológicas da UnP2.

e-mail: Charles.adriano@hotmail.com; goiamir@hotmail.com; lucasmoura_10@hotmail.com; brenno.bezerra@hotmail.com.

RESUMO

A Paleontologia é a ciência que estuda evidências da vida pré-histórica preservadas nas rochas, elucidando não apenas o significado evolutivo e temporal, mas também a aplicação na busca de bens minerais e energéticos. Nas últimas décadas, a Paleontologia tem passado por uma verdadeira revolução científica, devido, em parte, à grande popularidade de filmes e documentários sobre os mais intrigantes dos seres pré-históricos, os dinossauros, pterossauros e outros répteis associados, todos extintos, mas também em função de novas maneiras de se investigar os fósseis no campo e de estudar o passado da vida em laboratório. A Paleontologia desempenha um papel importante nos dias de hoje, não podendo mais ser encarada como uma ciência hermética, restrita aos cientistas e universidades, já que todos interessam pela história da Terra e de seus habitantes durante o passado geológico, para conhecerem melhor suas origens. Também pode se dizer que já passaram os dias em que o paleontólogo descrevia um ossinho ou uma conchinha pelo prazer de lançar um novo nome científico na literatura especializada, pois os fósseis armazenam muito mais informação do que se imaginava antigamente.

Palavras-chave: Evidências; Paleontologia; Passado Geológico; Revolução Científica.

ABSTRACT

Palaeontology is the science of evidence of prehistoric life preserved in rocks, not only elucidating the evolutionary significance and temporal, but also the application in the search for minerals and energy. In recent decades, paleontology has been through a true scientific revolution, due in part to the popularity of films and documentaries on the most intriguing of prehistoric creatures, dinosaurs, pterosaurs and other reptiles associated, all extinct, but also take account of new ways of investigating the fossils in the field and study the past life in the laboratory. Palaeontology plays an important role nowadays can no longer be viewed as a science onto itself restricted to scientists and universities, as everyone interested in the history of Earth and its inhabitants during the geological past, to learn more about their origins. It can also be said to have passed the days when the paleontologist described the bone or shells by the pleasure of launching a new scientific name in literature, because the fossil storing much more information than was thought previously.

Keywords: Evidence; Paleontology, Geological Past, Scientific Revolution.

INTRODUÇÃO

Nestes últimos anos pode ser percebido um grande aumento no interesse popular em todo mundo sobre as descobertas relacionadas à Paleontologia. Em geral são enfocados os dinossauros, os répteis voadores e os mamíferos, incluindo os cinodontes primitivos. Nos últimos anos, porém, pode ser verificado um aumento de interesse em outros grupos de vertebrados fósseis, tais como crocodilomorfos. Também começa a ser comum a mídia, particularmente a nível local, procurar divulgar um novo achado em uma região, mesmo que muitas vezes este ainda não tenha sido estudado em detalhe. Tudo isto demonstra o aumento do interesse por parte da sociedade pelos fósseis.

No Brasil a Paleontologia se encontra em desenvolvimento como quase todas as outras ciências, as quais encontram-se assim por causa do ensino escolar no país ser deficitário, dando um início a má formação acadêmica e intelectual dos brasileiros, onde poucos são os privilegiados a possuir o ensino superior e menor ainda a quantidade dos que possuem uma pós-graduação (Mestrado, Doutorado, PhD, etc). Essa má formação acadêmica leva o brasileiro a não "gostar muito" da leitura, tornando mais difícil a transmissão de conhecimentos.

Partindo desse pressuposto, ainda podemos levar em consideração o fato do estudo de seres que habitaram o Brasil há milhares e milhões de anos atrás estar em terceiro plano no que se diz respeito ao desenvolvimento do país, sendo assim a maior parte da verba do país vai para setores considerados de maior importância como alimentação, moradia e saúde, indo em segundo plano para o desenvolvimento de pesquisas, os quais atualmente estão também priorizando setores energéticos e econômicos, tornando então disponível pouquíssimas verbas destinadas para setores como Paleontologia e Arqueologia. Isto se compararmos a países desenvolvidos, como o EUA, Inglaterra, etc, pois há outros países que investem menos ainda que o Brasil nessas áreas.

Sendo então este o principal problema a ser enfrentado pela Paleontologia brasileira, a falta de recursos, o setor conta com escolas de ensino superior muito bem aparelhadas e com ótimos profissionais de qualidade internacional, que não deixam em nada a desejar se comparados com os norte-americanos ou europeus, conta também com uma flora e fauna bem diversificadas composta desde de seres simples até gigantescos dinossauros saurópodes .

1. NOVOS REGISTROS PALEONTOLÓGICOS

A idéia de que uma espécie inteira de criaturas pudesse desaparecer para sempre não era aceita pela maioria das pessoas até meados do século XVIII. Entretanto, fósseis “inexplicáveis” continuavam se avolumando, enquanto os locais mais recônditos da Terra iam sendo explorados e não revelavam a presença de nenhuma destas criaturas ainda vivas. Alguns eram animais tão grandes que era impossível que pudessem ainda estar vivos em algum lugar sem serem percebidos pelo olhar humano. Assim sendo, tinham de estar extintos. Abaixo estão relacionados alguns achados recentes da paleontologia ao redor do mundo:

1. Jean-Bernard Caron e Martin R. Smith, da Universidade de Toronto, no Canadá, identificaram o Nectocaris ptryx, animal que pode ter sido o antepassado de todas as lulas, chocos e polvos, numa vasta coleção de criaturas encontradas em Burgess Shale, local onde são preservados fósseis de organismos de corpo mole que evoluíram num período de explosão de vida na Terra. Este animal primitivo viveu há 500 milhões de anos, no período Cambriano Médio.

Reconstrução do Nectocaris pteryx

2. Cientistas britânicos encontraram na Escócia pegadas fossilizadas de um animal que acreditam ter sido um escorpião gigante que viveu há 330 milhões anos, muito antes do aparecimento dos dinossauros. O animal, um antecessor dos atuais escorpiões, teria 2 m de comprimento, 1 m de largura, seis patas e o seu habitat seria a areia úmida, o que contrasta com a teoria anterior de que este escorpião, apelidado de Hibbertopterus, teria vivido exclusivamente no meio aquático. As pegadas foram descobertas por Martin Whyte, da Universidade de Sheffield, durante uma caminhada pela região escocesa de Fife e representam o maior rasto de pegadas deixadas por um animal invertebrado da qual a comunidade científica tem conhecimento.

Paleontólogos vão criar um molde em silicone do fóssil encontrado

3. Foram encontrados pela primeira vez registros de tiranossaurídeos no Hemisfério Sul. No estudo que juntou equipes inglesas e australianas, foi identificado um osso de anca encontrado na chamada Dinosaur Cove (sítio com inúmeros fósseis de dinossauros, em Vitória, sul da Austrália) como sendo de um antepassado do Tyrannosaurus rex. Bem menor do que o seu parente do norte, mas com a mesma fisionomia, este animal, a que os cientistas chamaram NMV P186046, pesava 80 Kg e media 3 m de comprimento. O estudo está agora publicado na“Science”. Investigadores da Universidade de Cambridge, do Museu de História Natural de Londres, da Universidade Monash e do Museu Vitoria (Austrália) revelam que este dinossauro habitou o planeta entre 146 e 100 milhões de anos (no Cretácio Inferior), 40 milhões de anos antes do aparecimento do Tyrannosaurus rex.

Osso do dinossauro e localização da “Dinosaur Cove”

4. O esqueleto parcial fossilizado de uma nova espécie de dinossauro herbívora, que viveu há 185 milhões de anos, foi descoberto no sul do Utah, o estado americano onde se encontra um dos maiores cemitérios de dinossauros do mundo. De acordo com o estudo publicado na PLoS ONE, o espécime descoberto e escavado em 2005 em dunas de areia fossilizada encontra-se bem preservado e é composto pela maior parte dos ossos do esqueleto, exceto a cabeça e alguns fragmentos do pescoço e da cauda.

Reconstrução do esqueleto do Seitaad ruessi

5. Um grupo de paleontólogos americanos descobriu fósseis de um animal muito semelhante aos dinossauros que, porém, viveu dez milhões de anos antes dos dinossauros mais antigos conhecidos até ao momento, anuncia um estudo publicado hoje na revista Nature. Esta nova espécie descoberta no sul da Tanzânia foi apelidada de Asilisaurus kongwe e, de acordo com os investigadores, está para os dinossauros como o homem está para os chimpanzés, pois, embora pertença a um grupo de animais com características comuns aos dinossauros, difere em alguns aspectos-chave.

Asilisaurus kongwe

6. Uma serpente que viveu há 67 milhões de anos está a dar que falar no meio científico. Isto porque o fóssil desta serpente batizada como Sanajeh indicus revela, pela primeira vez, uma cena de caça. A serpente, com três metros e meio, foi encontrada enrolada num ninho de dinossauros saurópodes com vários ovos e ossos, em Gajarat (oeste da Índia). Os investigadores acreditam que estava à espera que os “pequenos” dinossauros nascessem para os comer, já que a sua mandíbula não estava preparada para a rigidez dos ovos.

Os fósseis estudados foram encontrados na Índia

7. Um estudo do paleontólogo brasileiro Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e da equipe científica de Xiaolin Wang, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia de Pequim, anunciaram a descoberta de uma nova espécie de pterossauro. O réptil voador vivia onde hoje é a Província de Liaoning, nordeste da China, um dos locais mais ricos do mundo em fósseis da Era dos dinossauros. Os restos encontrados indicavam que o animal tinha a pata partida e que este teria sido o fato que levou à sua morte. É descrito como uma mistura de traços primitivos com outros mais recentes e traz novas pistas sobre a evolução das asas desses seres. As duas pontas do que sobraram do esqueleto do bicho indicam que tinha uma cauda comprida – o que já não se vê nas espécies mais tardias de pterossauros – e um pescoço longo, traço típico dos répteis voadores que predominaram depois dele, pertencentes a outro subgrupo de pterossauros.

Fóssil encontrado na província de Liaoning

8. Os restos fossilizados de um tubarão de 10 m de comprimento foram encontrados por cientistas americanos no Estado do Kansas. Os pesquisadores desenterraram um pedaço do osso da mandíbula, dentes e escamas do tubarão que teria vivido há cerca de 89 milhões de anos. Paleontologistas já sabiam da existência do predador, mas a descoberta sugere que ele era muito maior do que o previsto anteriormente. Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, de Chicago, encontrou os fósseis e afirma que o pedaço do osso da mandíbula é gigantesco. "Apesar de representar apenas uma parte do corpo do tubarão, os fragmentos do osso da mandíbula são gigantescos. Estima-se que o comprimento da mandíbula era de quase um metro, e isso sugere que tubarão poderia chegar pelo menos aos 10 m de comprimento", afirmou o cientista.

Arcada de um tubarão Pré-histórico

9. Foram divulgadas recentemente, fotos do fóssil de um antigo elefante, encontrado em Bojonegoro, na província de Java Oriental, Indonésia. As informações são da Agência Reuters. O achado foi feito há cerca de um mês por um grupo de arqueólogos do Instituto de Tecnologia Bandung. Os responsáveis estimam que este fóssil, do Stegodon trigono chevalus, tenha 250 mil anos de idade.

Fóssil do Stegodon trigono chevalus tem 250 mil anos

10. O crânio fossilizado de uma criatura marinha gigante foi descoberto na costa da Grã-Bretanha. O predador, chamado de pilossauro, viveu nos oceanos há 150 milhões de anos. O crânio tem 2,4 m de comprimento, e especialistas dizem que ele poderia pertencer a um dos maiores pilossauros já encontrados: com o tamanho de até 16 m. O fóssil, que foi encontrado por um colecionador, foi comprado pelo governo do condado de Dorset por 20 mil libras (cerca de R$ 65 mil), com dinheiro do Heritage Lottery Fund (um fundo da loteria britânica destinado a patrimônios culturais) e será analisado cientificamente, para depois ser exposto ao público no museu do condado. Para o paleontólogo David Martill, da universidade britânica de Portsmouth, as criaturas eram verdadeiros monstros. "Eles tinham músculos gigantes nos seus pescoços, e imaginamos que ele morderia outros animais para conseguir segurá-los bem. E com os músculos do pescoço eles provavelmente arrasariam os animais capturados, gerando um banho de sangue."

Pilossauro encontrado na Grã-Bretanha

11. Um fóssil de um animal que viveu há 47 milhões de anos, fora encontrado há alguns anos na Alemanha. Agora, o fóssil foi analisado com mais profundidade, determinando as características de um primata que conduziu ao ramo evolutivo de macacos e seres humanos. Isso não significa dizer que o fóssil era de um macaco, mas de um ancestral comum a macacos e humanos. Descrito como o “mais completo fóssil primata já descoberto”, o fóssil mostra o que seria uma fêmea jovem, do tamanho similar ao de um pequeno macaco. Somente o membro inferior esquerdo está faltando, mas a preservação é tão notável que pode-se ver os vestígios de pele e flexibilidade do corpo.

Rabisco de Rosana, quarta-feira, 20 de maio de 2009

12. Cientistas descobriram, no Egipto, fósseis de seis novas espécies de morcego, datados de 35 milhões de anos. Os cientistas ficaram surpresos com o fato de estas novas espécies serem semelhantes a alguns micro-morcegos modernos. Greg Gunnel, da Universidade de Michigan, disse: “Geralmente, neste período do registo fóssil, o normal é encontrar morcegos arcaicos mas nada muito moderno, mas estes animais são membros de famílias vivas“.

13. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, anunciaram a descoberta de fósseis de 240 milhões de anos. Eles foram encontrados numa formação rochosa na cidade de São Francisco de Assis e têm as mesmas características de animais que viveram na África do Sul. A descoberta reforça a teoria de que os continentes já foram unidos.

14. Foram encontrados dois esqueletos com cerca de 2 milhões anos numa gruta na África do Sul, permanecendo controverso se constituem uma nova espécie de Australopithecus ou se pertencem já a uma espécie do gênero Homo, por serem um mosaico de características “primitivas” e “modernas”.

O registo fóssil é inerentemente fragmentário tornando árdua a tarefa de reconstruir a evolução de uma linhagem. Embora alguns períodos estejam bem documentados por uma multiplicidade de fósseis outros há dos quais praticamente não há indícios, de que é exemplo a época compreendida entre os 1,8 milhões de anos e os 2 milhões de anos da Evolução Humana.

15. A descoberta de quatro novos fósseis dos primeiros ancestrais dos humanos na Geórgia, a ex-república soviética, deu aos cientistas evidências reveladoras de uma espécie em transição, com tronco e crânio primitivos, mas com espinha e membros menores dando maior mobilidade. As descobertas, relatadas nesta quinta-feira na revista Nature, são consideradas um passo significativo para o entendimento daqueles que foram os primeiros ancestrais a migrarem para fora da África há 1.8 milhões de anos. Elas também podem dar compreensão dos primeiros do gênero.

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16. Desde sua descoberta, em 1909, o sítio arqueológico de Burgess Shale, nas Rochosas Canadenses, vem oferecendo a cientistas uma abundância de evidências para a “explosão” no número de seres multicelulares complexos, que se iniciou há 550 milhões de anos.

Os fósseis, todos desconhecidos da ciência, foram primeiramente vistos mais como surpreendentes curiosidades de uma época em que a vida, exceto para bactérias e algas, estava confinada ao mar. Nos últimos 50 anos, todavia, paleontólogos reconheceram que o sítio de Bur­gess Shale exemplifica a radiação de diversas formas de vida como nunca visto em outra época anterior. No sítio pode se comprovar uma evolução em movimento, organismos que, com a passagem do tempo, reagiram à seleção e inovação naturais em novos formatos corporais e ni­­chos ecológicos diferentes.

17. Um grupo internacional de cientistas concluiu que um esqueleto parcial encontrado recentemente na Etiópia é de um Australopithecus afarensis. Trata-se da mesma espécie da famosa Lucy, descoberta pelo norte-americano Donald Johanson em 1974. A diferença é que o novo esqueleto viveu há 3,6 milhões de anos, ou cerca de 400 mil anos antes da Lucy, o que implica que características avançadas nos hominídeos, como a postura ereta ao andar, ocorreram antes do que se estimava. Os resultados da análise preliminar dos ossos encontrados na região de Afar, na Etiópia, serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Denominado Kadanuumuu, esqueleto encontrado na Etiópia é da mesma espécie mas 400 mil anos mais velho que o célebre australopiteco descoberto em 1974

18. Uma equipe de cientistas encontrou em uma mina da Colômbia o fóssil que pode ter sido da maior cobra do mundo. O fóssil, de 60 milhões de anos, tem 13 m de comprimento e pesa mais de uma tonelada, segundo o Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, sediado no Panamá. Os pesquisadores encontraram os ossos do vertebrado em uma mina de carvão de Cerrejón, na Guajira colombiana (nordeste), uma área que há 60 milhões de anos era uma floresta tropical chuvosa. “Embora seja uma parente das jibóias modernas, ela vivia mais como uma sucuri, e passava a maior parte do tempo na água”, explicou Head. A cobra também era capaz de rastejar pela terra e de nadar.

Osso da coluna vertebral da cobra gigante

19. Novos fósseis escavados no que hoje é o deserto do Saara revelam um mundo outrora pantanoso dividido entre algumas espécies de crocodilos diferentes e talvez inteligentes, disseram pesquisadores. As novas espécies -- identificadas por apelidos: CrocJavali, CrocRato, CrocCão, CrocPato e CrocPanqueca -- podem ajudar a entender por que os crocodilianos foram e continuam sendo uma forma tão bem sucedida de vida. Eles viveram durante o Cretáceo -- 145 a 65 milhões de anos atrás -- quando os continentes ainda estavam unidos e o mundo era mais quente e úmido que hoje.

Crânio de nova espécie de crocodilo descoberta, batizada de DogCroc (CrocCão), viveu no deserto do Saara. (Foto: AP Photo/National Geographic, Mike Hettwer)

MÉTODOS

Através de consultas na Internet levantamos algumas das mais novas descobertas da paleontologia a nível mundial inclusive no Brasil. Estas novas descobertas evidenciam o quanto é vasto e complexo as pesquisas nesta área. A cada dia descobrem-se novas espécies de animais e vegetais que deram origem às linhagens hoje existentes. Estudos como estes, em campo, é que nos proporcionam não só a visualização das formas físicas das espécies, mas também seus comportamentos e habitats.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Supõe-se que a Terra tenha se originado há cerca de 4,5 bilhões de anos; os fósseis mais antigos datam de 3,5 bilhões de anos e, relativamente mais abundantes nos últimos 570 milhões de anos e que mostram a evolução dos organismos no passado geológico. Segundo Raup e Stanley (1978) o mesmo constaria de cerca de 250.000 espécies já descritas.

A evolução marcou-se por uma transformação contínua do mundo orgânico, manifestada no aparecimento de sucessivas formas novas de organismos de complexidade crescente. Graças à irreversibilidade da evolução, tornou-se possível determinar a idade das rochas formadas em diferentes épocas pela identificação dos fósseis nela contidos (lei da sucessão faunística). Representam os fósseis, desse modo, um instrumento valioso para a Geocronologia e Estratigrafia (datação e correlação).

Os dados paleontológicos são igualmente de grande valia, quando combinados com a distribuição geográfica dos fósseis, na construção de mapas paleogeográficos e paleobiogeográficos. Além disso, dados de importância para a tectônica regional ou global também são oferecidos pela Paleontologia.

Os exemplos acima citados são apenas alguns dentre vários que ocorrem continuamente por estudiosos do mundo inteiro, inclusive o item 17 deste trabalho, que refere ao Australopithecus afarensis, é uma descoberta que aconteceu esta semana.

REFERENCIAS

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36633&op=all#cont

http://noticias.terra.com.br/ultimas/0,,EI319,00.html

http://paleobio2009.blogspot.com/

http://noticias.sapo.cv/info/artigo/1057638.html

http://misteriosantigos.com/artigos/modules/smartsection/item.php?itemid=98

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