NBR05626 - Inst. Predial de Água Fria

NBR05626 - Inst. Predial de Água Fria

(Parte 1 de 12)

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

Copyright © 1998, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Fax: (021) 220-1762/220-6436 Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

NBR 5626SET 1998 Instalação predial de água fria

Palavras-chave:Instalação predial. Água fria. Abastecimentode água 41 páginas

Origem: Projeto NBR 5626:1996 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:009.03 - Comissão de Estudo de Instalações Prediais de Água Fria NBR 5626 - Cold water building installation Descriptors: Building installation. Cold water. Water supply Esta Norma cancela e substitui as NBR 5651:1977, NBR 5657:1977 e NBR 5658:1977 Esta Norma substitui a NBR 5626:1982 Válida a partir de 30.10.1998

Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Materiais e componentes 5 Projeto 6 Execução 7 Manutenção ANEXOS AProcedimento para dimensionamento das tubulações da rede predial de distribuição

BVerificação da proteção contra retrossifonagem em dispositivos de prevenção ao refluxo

CRuídos e vibrações em instalações prediais de água fria

DCorrosão, envelhecimento e degradação de tubulações empregadas nas instalações prediais de água fria

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circular para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

A concepção inicial desta Norma e a sua redação foram desenvolvidas pelo Laboratório de Instalações Prediais do Agrupamento de Instalações e Segurança ao Fogo da Divisão de Engenharia Civil do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A). A organização temática se orientou pela estruturação adotada na normalização britânica para instalações prediais de água (BS 6700:1987 - Design, installation, testing and maintenance of services supplying water for domestic use within buildings and their curtilages).

Esta Norma substitui integralmente a NBR 5626:1982. Na sua nova versão, foram incorporadas as NBR 5651:1977 (Recebimento de instalações prediais de água fria), NBR 5657:1977 (Verificação da estanqueidade à pressão interna de instalações prediais de água fria) e NBR 5658:1977 (Determinação das condições de funcionamento das peças de utilização de uma instalação predial de água fria) que, por este motivo, são agora canceladas.

A instalação predial de água fria, objeto desta Norma, é em grande parte dos casos um subsistema de um sistema maior, composto também pelas instalações prediais de água quente e de combate a incêndio. Dentro da atual estrutura de normalização cada uma dessas instalações está coberta por norma específica. A instalação predial de água quente é normalizada pela NBR 7198:1993 (Projeto e execução de instalações prediais de água quente) e a de combate a incêndio pela NBR 13714:1996 (Instalações hidráulicas contra incêndio, sob comando, por hidrantes e mangotinhos).

Para que uma instalação predial de água fria seja considerada de acordo com esta Norma, é necessário que ela

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

2NBR 5626:1998 atenda a todas as exigências e recomendações nela constantes e não apenas parte ou itens dela.

Os materiais e componentes empregados na instalação predial de água fria para os quais existem normas brasileiras devem ser conforme as correspondentes normas. A conformidade de tais materiais e componentes deve ser verificada, sendo recomendada a certificação de terceira parte.

Esta Norma inclui os anexos A, B, C e D, de caráter normativo.

Introdução

Esta revisão é muito significativa em relação à NBR 5626:1982. O número de temas técnicos contemplados foi ampliado. Alguns desses temas foram abordados de uma forma mais aprofundada e temáticas recentes e inovadoras foram incorporadas. Dois princípios fundamentais se integraram complementarmente, fornecendo as guias mestras para a elaboração desta revisão.

Primeiro, preservando o princípio consagrado do enquadramento do saneamento como componente integrado no campo da saúde pública, estabeleceu-se como ponto obrigatório que as instalações prediais de água fria devem oferecer garantia sanitária. Desta forma, das instalações é exigido o cumprimento das mesmas exigências aplicáveis às demais estruturas físicas do setor de saneamento e, em particular, àquelas relativas às redes públicas de abastecimento de água, dentro da ótica de que elas são parte integrante de todo o sistema de abastecimento de água potável. De fato, as instalações prediais de água fria se constituem em subsistema do sistema de abastecimento de água. Pode ser considerado como a “extremidade” última do sistema público de abastecimento onde concretamente se estabelece o elo de ligação com o usuário final.

Em segundo, adotou-se o princípio da garantia da qualidade da instalação, que se expressa pelo seu adequado desempenho que, por sua vez, conta com o arsenal conceitual da avaliação de desempenho. Segundo tal conceito a avaliação da instalação é baseada em requisitos e critérios técnicos de desempenho para uma dada condição de exposição, expressando condições qualitativas e quantitativas às quais a instalação deve atender para satisfazer às exigências dos usuários. O atendimento aos referidos critérios, por sua vez, é verificado através de diversos métodos de avaliação (laboratorial, analítico, ensaios em protótipos ou em escala real, etc.).

A garantia da qualidade e o bom desempenho têm evidentemente inúmeras decorrências no que tange às responsabilidades dos diversos agentes envolvidos durante a vida útil da instalação, bem como nas relações entre eles. Nessa área, os avanços da legislação, no que diz respeito aos direitos e deveres observáveis nas relações entre produtores e consumidores, serviram de balizamento importante para a definição das responsabilidades dos diversos agentes envolvidos na produção e uso da instalação predial de água fria.

O estágio do conhecimento, da técnica atual e as disponibilidades concretas do meio envolvido, por seu lado, refletem-se nas exigências e recomendações expressas nesta Norma, tornando-as factíveis dentro do respeito aos princípios adotados.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, execução e manutenção da instalação predial de água fria. As exigências e recomendações aqui estabelecidas emanam fundamentalmente do respeito aos princípios de bom desempenho da instalação e da garantia de potabilidade da água no caso de instalação de água potável.

1.1.1 As exigências e recomendações estabelecidas nesta Norma devem ser observadas pelos projetistas, assim como pelos construtores, instaladores, fabricantes de componentes, concessionárias e pelos próprios usuários.

1.1.2 À instalação objeto desta Norma podem estar integrados outros sistemas hidráulicos prediais para os quais devem ser observadas normas específicas existentes. No caso da instalação predial de água quente, deve ser atendida a NBR 7198 e no caso da instalação predial de combate a incêndio deve ser atendida a NBR 13714.

1.2 Esta Norma é aplicável à instalação predial que possibilita o uso doméstico da água em qualquer tipo de edifício, residencial ou não. O uso doméstico da água prevê a possibilidade de uso de água potável e de água não potável.

1.2.1 No que se refere aos usos não domésticos, esta Norma aponta as exigências a serem observadas quando tais usos se dão associados ao uso doméstico, tendo em vista resguardar a segurança sanitária e o desempenho da instalação.

1.3 Esta Norma pode ser utilizada como referência técnica de procedimento de recebimento de uma instalação predial de água fria, podendo ser referida em contrato estabelecido entre o construtor e o usuário, ou entre o construtor e o projetista ou, ainda, entre o construtor e o instalador.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

Portaria nº 01, de 28 de maio de 1991, da Secretaria Nacional do Trabalho (altera o Anexo nº 12, da Norma Regulamentadora nº 15, que institui os “Limites de tolerância para poeiras minerais” - asbestos)

Portaria nº 36, de 19 de janeiro de 1990, do Ministério da Saúde (normas e o padrão de potabilidade da água)

NBR 5410:1997 - Instalações elétricas de baixa tensão

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

NBR 5626:19983

NBR 5580:1993 - Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na condução de fluidos - Especificação

NBR 5590:1995 - Tubo de aço-carbono com ou sem costura, pretos ou galvanizados por imersão a quente, para condução de fluidos - Especificação

NBR 5648:1977 - Tubo de PVC rígido para instalações prediais de água fria - Especificação

NBR 5649:1994 - Reservatório de fibrocimento para água potável - Especificação

NBR 5680:1977 - Dimensões de tubos de PVC rígido - Padronização

NBR 5883:1982 - Solda branda - Especificação

NBR 6118:1980 - Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento

NBR 6414:1983 - Rosca para tubos onde a vedação é feita pela rosca - Designação, dimensões e tolerâncias - Padronização

NBR 6452:1997 - Aparelhos sanitários de material cerâmico

NBR 6943:1993 - Conexão de ferro fundido maleável para tubulações - Classe 10 - Especificação

NBR 7198:1993 - Projeto e execução de instalações prediais de água quente - Procedimento

NBR 7229:1993 - Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos - Procedimento

NBR 7372:1982 - Execução de tubulações de pressão de PVC rígido com junta soldada, rosqueada, ou com anéis de borracha - Procedimento

NBR 8193:1992 - Hidrômetro taquimétrico para água fria até 15,0 metros cúbicos por hora de vazão nominal - Especificação

NBR 8220:1983 - Reservatório de poliéster, reforçado com fibra de vidro, para água potável para abastecimento de comunidades de pequeno porte - Especificação

NBR 9256:1986 - Montagem de tubos e conexões galvanizados para instalações prediais de água fria - Procedimento

NBR 9574:1986 - Execução de impermeabilização - Procedimento

NBR 9575:1998 - Projeto de impermeabilização

NBR 10071:1994 - Registro de pressão fabricado com corpo e castelo em ligas de cobre para instalações hidráulicas prediais - Especificação

NBR 10072:1998 - Instalações hidráulicas prediais - Registro de gaveta de liga de cobre - Requisitos

NBR 10137:1987 - Torneira de bóia para reservatórios prediais - Especificação

NBR 10281:1988 - Torneira de pressão - Especificação

NBR 10283:1988 - Revestimentos eletrolíticos de metais e plásticos sanitários - Especificação

NBR 10284:1988 - Válvulas de esfera de liga de cobre para uso industrial - Especificação

NBR 10355:1988 - Reservatórios de poliéster reforçado com fibra de vidro - Capacidades nominais - Diâmetros internos - Padronização

NBR 10925:1989 - Cavalete de PVC DN 20 para ramais prediais - Especificação

NBR 11304:1990 - Cavalete de polipropileno DN 20 para ramais prediais - Especificação

NBR 11535:1991 - Misturadores para pia de cozinha tipo mesa - Especificação

NBR 11720:1994 - Conexões para unir tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar - Especificação

NBR 11815:1991 - Misturadores para pia de cozinha tipo parede - Especificação

NBR 11852:1992 - Caixa de descarga - Especificação

NBR 12170:1992 - Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização - Método de ensaio

NBR 12483:1991 - Chuveiros elétricos - Padronização

NBR 12904:1993 - Válvula de descarga - Especificação

NBR 13194:1994 - Reservatório de fibrocimento para água potável - Estocagem, montagem e manutenção - Procedimento

NBR 13206:1994 - Tubo de cobre leve, médio e pesado sem costura, para condução de água e outros fluidos - Especificação

NBR 13714:1996 - Instalações hidráulicas contra incêndio, sob comando, por hidrantes e mangotinhos - Procedimento

NBR 14122:1998 - Ramal predial - Cavalete galvanizado DN 20 - Requisitos

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 água fria: Água à temperatura dada pelas condições do ambiente.

Cópia impressa pelo Sistema CENWIN Cópia impressa pelo Sistema CENWIN

4NBR 5626:1998

3.2 água potável: Água que atende ao padrão de potabilidade determinado pela Portaria nº 36 do Ministério da Saúde.

3.3 alimentador predial: Tubulação que liga a fonte de abastecimento a um reservatório de água de uso doméstico.

3.4 aparelho sanitário: Componente destinado ao uso da água ou ao recebimento de dejetos líquidos e sólidos (na maioria das vezes pertence à instalação predial de esgoto sanitário). Incluem-se nessa definição aparelhos como bacias sanitárias, lavatórios, pias e outros, e, também, lavadoras de roupa, lavadoras de prato, banheiras de hidromassagem, etc.

3.5 barrilete: Tubulação que se origina no reservatório e da qual derivam as colunas de distribuição, quando o tipo de abastecimento é indireto. No caso de tipo de abastecimento direto, pode ser considerado como a tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou diretamente ligada à fonte de abastecimento particular.

3.6 camisa: Disposição construtiva na parede ou piso de um edifício, destinada a proteger e/ou permitir livre movimentação à tubulação que passa no seu interior.

3.7 cobertura: Qualquer tipo de recobrimento feito através de material rígido sobre um duto, um sulco ou um ponto de acesso, de resistência suficiente para suportar os esforços superficiais verificados na sua posição. Quando referida a reservatório domiciliar, define o fechamento superior horizontal do reservatório.

3.8 coluna de distribuição: Tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais.

3.9 componente: Qualquer produto que compõe a instalação predial de água fria e que cumpre individualmente função restrita. Exemplos: tubos, conexões, válvulas, reservatórios, etc.

3.10 concessionária: Termo empregado para designar genericamente a entidade responsável pelo abastecimento público de água. Na maioria dos casos esta entidade atua sob concessão da autoridade pública municipal. Em outros casos, a atuação se dá diretamente por esta mesma autoridade ou por autarquia a ela ligada.

3.1 conexão cruzada: Qualquer ligação física através de peça, dispositivo ou outro arranjo que conecte duas tubulações das quais uma conduz água potável e a outra água de qualidade desconhecida ou não potável.

(Parte 1 de 12)

Comentários