NBR 13962 - Moveis para escritorio - Cadeiras

NBR 13962 - Moveis para escritorio - Cadeiras

(Parte 1 de 4)

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DEZ 2002 NBR 13962 Móveis para escritório - Cadeiras

Origem: 2º Projeto NBR 13962:2002 ABNT/CB-15 - Comitê Brasileiro do Mobiliário CE-15:300.01 - Comissão de Estudo de Móveis para Escritório NBR 13962 - Office furnishings - Chairs Descriptors: Chair. Office. Office furnishing Esta Norma foi baseada nas EN 1335-1: 2000, EN 1335-2:2000, EN 1335-3:2000, UNI 7498:1997 e NF D61-040:1987 Esta Norma cancela e substitui a NBR 14110:1998 Esta Norma substitui a NBR 13962:1997 Válida a partir de 30.01.2003

Palavras-chave: Móvel para escritório. Cadeira 30 páginas

Sumário

Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Requisitos 5 Amostragem 6 Métodos de ensaio ANEXO A Determinação da posição de carregamento do encosto e do assento

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém o anexo A, de caráter normativo 1 Objetivo

1.1 Esta Norma especifica as características físicas e dimensionais e classifica as cadeiras para escritório, bem como estabelece os métodos para a determinação da estabilidade, da resistência e da durabilidade de cadeiras de escritório, de qualquer material.

1.2 Esta Norma pode ser aplicada a cadeiras com mecanismos de regulagem de inclinação, altura e reclinação. 2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 7456:1982 - Plástico - Determinação da dureza Shore - Método de ensaio

NBR 13960:1997 - Móveis para escritório - Terminologia

NBR 13962:2002 2

ISO 48:1994 - Rubber, vulcanized or thermoplastic - Determination of hardness (hardness between 10 IRHD and 100 IRHD)

ISO 554:1976 - Standard atmospheres for conditioning and/or testing - Specifications

ISO 2439:1997 - Flexible cellular polymeric materials - Determination of hardness (indentation technique) 3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da NBR 13960 e as seguintes: 3.1 cadeira fixa: Toda cadeira que apresenta as seguintes características dos seus componentes:

a) estrutura: sem dispositivo que permita o giro da cadeira; b) assento e encosto: podem ser em concha dupla ou concha única. 3.2 cadeira fixa com apóia-braço: Cadeira fixa acrescida de apóia-braço. 3.3 cadeira fixa com prancheta: Cadeira fixa acrescida de prancheta. 3.4 cadeira fixa com apóia-braço e prancheta: Cadeira fixa acrescida de apóia-braço e prancheta.

3.5 cadeira giratória operacional: Toda cadeira que apresenta dispositivo que permita o giro da concha e base com pelo menos cinco pontos de apoio, provida ou não de rodízios.

3.5.1 cadeira giratória operacional com encosto (ou espaldar) baixo: Cadeira giratória operacional, provida de encosto (ou espaldar) baixo.

3.5.2 cadeira giratória operacional com encosto (ou espaldar) baixo com apóia-braço: Cadeira giratória operacional, provida de encosto (ou espaldar baixo), acrescida de apóia-braço.

3.5.3 cadeira giratória operacional com encosto (ou espaldar) médio ou alto: Cadeira giratória operacional, provida de encosto (ou espaldar) médio ou alto.

3.5.4 cadeira giratória operacional com encosto (ou espaldar) médio ou alto com apóia-braço: Cadeira giratória operacional, provida de encosto (ou espaldar) médio ou alto, acrescida de apóia-braço.

3.6 cadeira giratória operacional alta: Cadeira giratória operacional, porém com estrutura giratória alta e apóia-pés.

3.7 ponto Z do assento: Ponto originário da interseção do eixo de rotação da cadeira com o plano de carga (superfície inferior do gabarito de carga, nas condições descritas para medição da altura do assento). O plano mediano e o plano transversal contêm o ponto Z (ver figura 1).

Figura 1 - Planos e pontos de referências

3.8 ponto X do encosto:

a) para cadeiras sem regulagem de inclinação do encosto: é o ponto mais proeminente da superfície do encosto, no plano mediano, entre 170 m e 220 m acima do ponto Z; b) para cadeiras com regulagem de inclinação do encosto: é o ponto da superfície do encosto, no plano mediano, que primeiro intersecta a linha vertical tomada a 400 m da borda frontal do assento, quando o encosto é basculado para a frente, desde a posição mais inclinada para trás.

3.9 altura da superfície do assento - a: Distância vertical medida do ponto mais alto da região anterior do assento ao piso (ou superfície onde está colocada a cadeira). A medição deve ser feita com o estofamento (quando houver) e a mola central comprimidos pelo gabarito de carga (ver figuras 2, 3, 8 e 14).

3.10 largura do assento - a1: Distância entre as bordas laterais superiores do assento, medida na seção pelo plano transversal (ver figura 2).

3.1 profundidade da superfície do assento - a2: Distância horizontal, medida ao longo do eixo longitudinal do assento, entre as bordas anterior e posterior do mesmo (ver figura 2).

3.12 profundidade útil do assento - a3: Distância horizontal, medida ao longo do eixo longitudinal do assento, de sua borda anterior à projeção vertical do ponto X no mesmo eixo (ver figura 2).

3.13 distância entre a borda anterior do assento e o eixo de rotação - a4: Distância horizontal, medida ao longo do eixo longitudinal do assento, entre sua borda anterior e o eixo de rotação (ver figura 2).

3.14 ângulo de inclinação do assento - α: Ângulo de inclinação do plano de carga (nas condições descritas para medição da altura do assento) em relação ao plano horizontal (ver figura 2).

3.15 extensão vertical do encosto - b: Distância vertical, medida entre as bordas superior e inferior do encosto (ver figura 2).

3.16 altura do ponto X do encosto - b1: Distância vertical medida entre o ponto X e o ponto Z, considerando-se que o encosto deve estar regulado na posição mais próxima da vertical (ver figura 2).

3.17 altura da borda superior do encosto - b2: Distância vertical medida entre a borda superior do encosto e o ponto Z, considerando-se que o encosto deve estar regulado na posição mais próxima da vertical (ver figura 2).

3.18 largura do encosto - b3: Distância horizontal medida entre as bordas laterais do encosto, na altura do ponto X (ver figura 2).

3.19 raio de curvatura do encosto - b4: Raio de curvatura aproximado da superfície do encosto, medido no plano horizontal, na altura do ponto X (ver figura 2).

Figura 2 - Cadeira giratória operacional - Dimensões

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3.20 ângulo de abertura entre o assento e o encosto - β: Ângulo formado entre os dois planos que melhor representam as superfícies do assento e do encosto (ver figura 3).

Figura 3 - Cadeira fixa

3.21 faixa de regulagem de inclinação do encosto - γ: Ângulo formado entre as duas posições extremas de inclinação assumidas pelo plano que melhor representa a superfície do encosto (ver figura 4).

Figura 4 - Faixa de regulagem de inclinação do encosto

3.2 altura do apóia-braço - e: Distância vertical, medida na seção pelo plano transversal, entre a superfície superior do apóia-braço e o ponto Z do assento (ver figura 5).

Figura 5 - Altura do apóia-braço retilíneo

3.23 distância interna entre os apóia-braços - e1: Distância horizontal entre as faces internas dos apóia-braços, medida na seção pelo plano transversal (ver figura 2).

3.24 recuo do apóia-braço - e2: Distância entre a borda frontal do apóia-braço (ou de sua parte útil, tal como especificado em 4.4.5) e a borda frontal do assento, medida no eixo longitudinal do assento (ver figura 6).

Figura 6 - Recuo do apóia-braço

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3.25 comprimento do apóia-braço - e3: Distância horizontal entre as bordas anterior e posterior do apóia-braço (ver figura 7).

Figura 7 - Comprimento do apóia-braço retilíneo

3.26 largura da apóia-braço - e4: Distância horizontal entre as bordas interna e externa do apóia-braço, medida na seção pelo plano transversal (ver figura 2).

3.27 projeção da pata - l: Distância entre o ponto mais externo da pata e o eixo de rotação. No caso de cadeiras que utilizam rodízios, esta dimensão pode corresponder à distância entre o eixo de rotação da cadeira e a borda da roda ou da estrutura do rodízio, quando este está pivotado para a posição mais afastada do eixo de rotação da cadeira (ver figura 2 e detalhe F).

3.28 altura do assento ao apóia-pés - s: (aplicável à cadeira giratória operacional alta) Distância vertical entre a borda frontal superior do assento e o apóia-pés, medida nas condições prescritas para a medição da altura da superfície do assento a (ver figura 8). A altura do assento ao apóia-pés deve ser regulável e o intervalo de regulagem prescrito deve ser obtido para cada uma das posições de regulagem de altura da superfície do assento.

3.29 raio do aro apóia-pés - r: (aplicável à cadeira giratória operacional alta) Distância horizontal medida do eixo de rotação da cadeira ao centro da seção do aro apóia-pés (ver figura 8).

Figura 8 - Cadeira giratória operacional alta

3.30 rodízios do tipo H: Rodízios com rodas rígidas, que apresentam banda de rodagem dura. A roda deve ser de uma só cor em toda a sua superfície. Este tipo de rodízio é recomendado para uso sobre pisos cobertos por tapete ou carpete.

3.31 rodízios do tipo W: Rodízios com rodas revestidas de material resiliente, que apresentam banda de rodagem macia. A roda deve ter cores diferentes no centro e na banda de rodagem. Este tipo de rodízio é recomendado para uso sobre pisos revestidos de pedra, madeira, cerâmica e quaisquer outros não cobertos por tapete ou carpete.

3.32 dimensão de estabilidade - m: Distância entre uma linha definida por dois pontos de apoio adjacentes e o eixo de rotação da cadeira. Os pontos de apoio podem ser sapatas (ver figura 9) ou rodízios, devendo estes estar na pior posição de estabilidade (ver figura 10).

3.3 raio da pata - q: Distância horizontal medida do eixo de rotação da cadeira ao eixo de fixação da sapata ou do rodízio, conforme a figura 1.

Figura 9 - Dimensão de estabilidade - Cadeira com sapatas Figura 10 - Dimensão de estabilidade - Cadeira com rodízios

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Figura 1 - Raio da pata 4 Requisitos

4.1 Classificação

As cadeiras giratórias operacionais são classificadas segundo os tipos A, B ou C, conforme apresentem obrigatoriamente (O) ou facultativamente (F) os dispositivos de regulagem prescritos na tabela 1.

NOTA - A recomendação de um tipo de cadeira para um posto de trabalho deve ser feita com base na análise ergonômica do trabalho. Pode-se tomar como diretrizes gerais:

a) para um posto de trabalho que envolva habitualmente atividades com o uso de equipamentos informatizados (teclado, mouse, terminal de vídeo), é recomendado o uso de cadeiras do tipo B ou A; b) para um posto de trabalho que envolva rotatividade acentuada de operadores de diferentes constituições físicas (trabalho em três ou mais turnos, postos de teleatendimento, etc.), é recomendado o uso de cadeiras do tipo A.

Tabela 1 - Classificação das cadeiras giratórias operacionais

Dispositivos de regulagem Tipo A Tipo B Tipo C

Altura do assento O O O Altura do apoio lombar 1) O O O Inclinação do encosto 2) O O F Profundidade útil do assento 3) O F F

Inclinação do assento O F F A regulagem de altura do apoio lombar pode ser obtida por deslocamento de todo o encosto ou apenas da porção do mesmo que proporciona o apoio lombar. A regulagem de inclinação do encosto pode ser obtida por dispositivos que o fixem em diferentes posições ou por meio de elementos elásticos ou articulações que o tornem capaz de adaptar-se às costas do usuário. A regulagem de profundidade útil do assento pode ser obtida por deslocamento relativo entre o assento e o encosto, decorrente de movimentos entre quaisquer dessas partes e a estrutura de suporte da cadeira.

4.2 Dimensões

Com relação aos valores mencionados nesta subseção, e salvo especificação em contrário, a tolerância para as dimensões lineares deve ser de ± 2 m e para as dimensões angulares deve ser de ± 1º.

4.2.1 Cadeira fixa

As dimensões da cadeira fixa devem estar de acordo com a tabela 2. 4.2.2 Cadeira giratória operacional

As dimensões da cadeira giratória operacional devem estar de acordo com a tabela 3. 4.2.3 Cadeira giratória operacional alta

A cadeira giratória operacional alta deve ser provida de sapatas no lugar de rodízios. As dimensões devem seguir a ta- bela 4.

Tabela 2 - Dimensões da cadeira fixa Dimensões em milímetros

Código Nome da variável Valor mín. Valor máx. a Altura da superfície do assento 1) 400 460 a1 Largura do assento 400 - a2 Profundidade da superfície do assento 380 - a3 Profundidade útil do assento 380 460 α Ângulo de inclinação do assento 1) - 2° - 7° b Extensão vertical do encosto 240 - b1 Altura do ponto X do encosto 1) 170 220 b2 Largura do encosto 305 - b3 Raio de curvatura do encosto 400 - β Ângulo de abertura entre o assento e o encosto 95° 110° e Altura do apóia-braço 1) 200 250 e1 Distância interna entre os apóia-braços 460 - e2 Recuo do apóia-braço 100 - e3 Comprimento do apóia-braço 200 - e4 Largura do apóia-braço 40 - As dimensões indicadas devem ser medidas utilizando-se o gabarito de carga (ver 4.3) sobre o assento, quando houver estofamento e/ou mola central.

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Tabela 3 - Dimensões da cadeira giratória operacional

Dimensões em milímetros

Código Nome da variável Valor mín. Valor máx. a Altura da superfície do assento (intervalo de regulagem) 1),4) 420 500 a1 Largura do assento 400 - a2 Profundidade da superfície do assento 380 - a3 Profundidade útil do assento: Para cadeiras sem regulagem dessa variável

Para cadeiras com regulagem dessa variável 2) Faixa de regulagem a4 Distância entre a borda do assento e o eixo de rotação 270 - α Ângulo de inclinação do assento Para cadeiras sem regulagem dessa variável

Para cadeiras com regulagem dessa variável2) 0° - 2°

- 7°

- 7° b Extensão vertical do encosto 240 -

b1 Altura do ponto X do encosto (intervalo de regulagem) 1),3),4)170 220

b2 Altura da borda superior do encosto4) 360 - b3 Largura do encosto 305 - b4 Raio de curvatura do encosto 400 - γ Faixa de regulagem de inclinação do encosto 15° - e Altura do apóia-braço2),4) 200 250 e1 Distância interna entre os apóia-braços5) 460 - e2 Recuo do apóia-braço 100 - e3 Comprimento do apóia-braço 200 - e4 Largura do apóia-braço 40 - l Projeção da pata

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