A Arquitetura e as formas Urbanas

A Arquitetura e as formas Urbanas

A Arquitetura e o urbanismo praticados pelos gregos e romanos destacava-se bastante dos egípcios e babilônios na medida em que a vida cívica passava a ganhar importância. A cidade torna-se o elemento principal da vida política e social destes povos: os gregos desenvolveram-se em cidades-estado e o Império Romano surgiu de uma única cidade.

A Arquitetura e o urbanismo praticados pelos gregos e romanos destacava-se bastante dos egípcios e babilônios na medida em que a vida cívica passava a ganhar importância. A cidade torna-se o elemento principal da vida política e social destes povos: os gregos desenvolveram-se em cidades-estado e o Império Romano surgiu de uma única cidade

A cultura grega desenvolve-se principalmente na península do Peloponeso, nas ilhas próximas e na costa mediterrânea próxima à atual Turquia, durante o segundo e primeiro milênios a.C. O período considerado mais importante da cultura e da arquitetura grega é aquele que se desenvolve entre os séculos VII a.C. e IV a.C. Que concentra-se na arquitetura religiosa – templos – com grande rigor de dimensões, estabelecendo proporções matematicamente precisas para os templos construídos de mármore.

Templo de Apolo Templo de Zeus

Templo de Hera Templo de Hephaisto

Enquanto os povos anteriores desenvolveram apenas as arquiteturas militar, religiosa e residencial, os gregos e romanos foram responsáveis pelo desenvolvimento de espaços próprios à manifestação da cidadania e dos afazeres cotidianos: a ágora grega definia-se como um grande espaço livre público destinado à realização de assembléias, rodeada por templos, mercados, e edifícios públicos.

Os assuntos religiosos, contudo, ainda possuíam um papel fundamental na vida mundana, mas agora

foram incorporados aos espaços públicos da pólis. Os rituais populares tomavam lugar em espaços construídos para tal, em especial a acrópole.

Acrópole 460 – 430 a.C Acrópole 460 – 430 a.C

A Acrópole de Atenas é a mais conhecida e famosa das acrópoles

(cidade alta) na Grécia. É uma colina rochosa de topo plano com

150 metros de altura do nível do mar, que abriga algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon.

Propileu Propileu

Erecteion , com seu ‘’balcão das cariátides

Templo de Athena Nike Templo de Athena Nike

O Parthenon – templo dedicado à deusa Atena, na Acrópole de Atenas –, erguido entre 447 a.C. e 438 a.C., no governo de Péricles, é uma das mais conhecidas e admiradas construções do período.

Por sua proporções matemáticas é considerado o edifício mais perfeito da antiguidade e uma da obras arquitetônicas mais belas e copiadas do mundo.

Teatro de Delfos Teatro de Epidauro

O arquiteto grego Hipódamo de

Mileto é considerado o primeiro urbanista da história.

Foi o primeiro arquiteto grego a conceber um planejamento urbano e a estrutura de uma cidade a partir de um ponto de vista que privilegiava a funcionalidade. Hipódamo foi o introdutor de uma planificação apoiada em ruas largas que se cruzavam em ângulos retos.

Um traço marcante da arquitetura grega é o uso de colunas, estabelecendo "ordens" características: dórica, jônica e coríntia.

O Império Romano foi uma civilização que se desenvolveu a partir da cidade-estado de Roma, fundada na península itálica durante o século IX a.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural.

Segundo a tradição, Roma teria sido fundada no ano de 753 a.C. por Rómulo e o seu irmão Remo. A cidade cresceu e, no final da República Roma era a capital de um vasto império. No seu auge, durante o século I, a cidade chegou a ter cerca de

45 0 prédios de apartamentos, e uma população de 1600 0 pessoas. Seus aquedutos transportavam mais de um milhão de metros cúbicos de água, mais água do que chega à Roma atual.

A arquitetura romana deriva da arquitetura grega, embora diferenciando-se com suas características próprias. Alguns autores contudo agrupam ambos estilos designando-os por arquitetura clássica.

Os edifícios característicos do Império

Romano propagaram-se por toda a Europa, como o aqueduto, a basílica, a estrada romana, o Domus, o Panteão e o Arco do Triunfo.

Aquedutos Aquedutos

A estrada romana é um tipo de construção característico do Império Romano, que desenvolveram em larga escala esta via de comunicação, chegando a sua rede viária a estender-se até aos limites do Império

O arco foi um grande avanço no sistema pilar e viga. No lugar de uma peça de pedra horizontal cobrir um vão entre dois pilares o arco usa pequenas pedras cuneiformes para cobrir vãos maiores.

Arco do Triunfo Arco do Triunfo

Centro de Roma Centro de Roma

O Panteão de Roma é o único edifício construído na época greco-romana que, atualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. É famoso pela sua cúpula. O Panteão original foi construído em 27 a.C., e foi destruído por um incêndio em 80 d.C., sendo totalmente reconstruído em 125 d.C.

Panteão

O fórum romano era o principal centro comercial da

Roma Imperial.

Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião.

Termas Termas

As Basílicas romanas eram espaços destinados a atividades cívicas e de reunião, funcionando muitas vezes como tribunais ou espaços comerciais, tornando-se num edifício obrigatório em qualquer cidade importante. Este modelo de construção foi adotado pelo Cristianismo porque tinha um interior espaçoso e como tratava-se de um edifício oficial não seria conotado com o paganismo.

Basílica de Constantino

Domus eram as casas particulares, onde moravam os cidadãos mais ricos no tempo do Império Romano. Normalmente possuíam um jardim interno, piscina, um atrium e outras comodidades como água encanada.

Pompéia foi no passado uma antiga cidade do Império Romano e foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 D.C. A erupção do vulcão provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade, que se manteve oculta por 1600 anos antes de ser reencontrada por acaso. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.

Roma contribuiu imensamente para o desenvolvimento no

Mundo Ocidental de várias áreas de estudo, como o direito, teoria militar, arte, literatura, arquitetura, linguística, entre outros.

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