Sistemas de Chuveiros Automáticos

Sistemas de Chuveiros Automáticos

(Parte 7 de 9)

Para se determinar o método de dimensionamento por tabela é preciso especificar o tipo de Norma a ser seguido, como por exemplo: - NFPA;

Passo 2: Enquadramento da edificação à classe de risco de ocupação.

O passo seguinte à especificação da Norma é fazer o enquadramento do tipo de edificação em relação a classe de risco de ocupação segundo o capítulo 4.

Passo 3: Determinação da área máxima de cobertura por chuveiros.

A área máxima de cobertura por chuveiros é estabelecida em função do risco de ocupação da edificação.

Passo 4: Determinação da distância máxima entre ramais e entre chuveiros nos ramais.

Para determinar esses parâmetros deve-se consultar a tabela a seguir:

Observações a) Para áreas com no máximo 75m2 a distância entre a parede e o chuveiro pode ser de até 2,70 m, para risco leve desde que seja respeitada a área máxima de cobertura permitida por chuveiro. b) Deve ser de 1,80 m a distância mínima entre chuveiros para não permitir que um chuveiro, quando acionado, retarde a ação do adjacente.

Caso não seja possível cumprir tal distância mínima, deve ser utilizado um anteparo, entre os chuveiros, constituído de material não-combustível.

Passo 5: Determinação da área do pavimento.

A determinação da área do pavimento é importante para a definição do layout do sistema.

Passo 6: Determinação do espaçamento entre os chuveiros e entre os ramais.

O espaçamento entre os chuveiros e entre os ramais deve ser levado em consideração a área máxima de cobertura por chuveiro , a distância máxima entre ramais e entre chuveiros e ramais, como também a área do pavimento.

Passo 7: Determinação da área de cobertura por chuveiro.

Para determinar a área coberta por um chuveiro, deve-se aplicar a seguinte fórmula:

- área de cobertura = C x L Onde:

C = a distância entre chuveiros ao longo dos ramais ou o dobro da distância da parede até o último chuveiro, adotando-se sempre o maior.

L = a distância entre os ramais ou o dobro da distância da parede até o último ramal, adotando-se sempre o maior.

Esse procedimento é mostrado através da ilustração contida no passo 7 do dimensionamento por tabela.

Lembre-se de conferir as limitações de área máxima de cobertura por chuveiros de acordo com a classe de risco de ocupação.

Passo 8: Determinação da área de operação(aplicação): .

A área de aplicação , consiste em uma área de forma retangular que corresponde a área hidráulica mais desfavorável em relação ao jogo de válvulas do sistema.. A determinação desse parâmetro é obtida em um gráfico que estabelece a área de aplicação e a densidade em função da classe de risco de ocupação 0 gráfico é apresentado a seguir

Passo 9: Determinação da densidade.

A densidade corresponde a uma descarga preestabelecida Por m2 na área de aplicação em função da classe de risco de ocupação É obtida a partir do rebatimento da área de aplicação pela classe de risco de ocupação no gráfico acima.

Passo 10: Determinação do número de chuveiros da área de operação.

O cálculo para determinar a quantidade de chuveiros dentro da área de aplicação, deve ser o seguinte:

Área de aplicação Área de cobertura por chuveiro

Observação :

Em caso de resultado com número fracionário de chuveiros , arredonda-se para mais, para adoção de um número inteiro de chuveiros.

Passo 1: Determinação do lado maior da área de operação.

A determinação da dimensão do lado maior do retângulo, que seja paralelo aos ramais deve ser igual a 1,2 vez a raiz quadrada da área de aplicação.

Passo 12: Determinação do número de chuveiros do lado maior da área de operação

Para se efetuar esse cálculo deve-se dividir o valor da dimensão do lado maior do retângulo encontrado pelo espaçamento entre os chuveiros.

Passo 13: Cálculo da vazão e pressão no chuveiro mais desfavorável

De posse de todos esses dados deve-se estabelecer a vazão mínima requerida para o chuveiro mais desfavorável. Para se obter a vazão usa-se o seguinte procedimento:

Para o primeiro chuveiro mais desfavorável: Q = (densidade requerida).( área por chuveiro) Q = vazão, em dm3/min. Do segundo em diante, usa a seguinte expressão:

onde: Q-- vazão em L/min K= fator "K"

P= pressão em bar

A vazão mínima requerida no chuveiro mais desfavorável é calculada através da expressão p = (Q/K)2 Onde: P = a pressão requerida em bar, Q = a vazão requerida no primeiro chuveiro em L/min ( ou dm3 /mim); K = o coeficiente de descarga dos chuveiros utilizados

Para a determinação do coeficiente "K ", existe uma tabela que especifica valores desse coeficiente em função do diâmetro nominal do chuveiro. Esta tabela é apresentada a seguir:

A pressão mínima no chuveiro deve ser de 50 kPa

Cálculo da perda de carga.

Calcula-se a perda de carga na tubulação do trecho entre o primeiro chuveiro mais desfavorável e o segundo mais desfavorável, em seguida ,calcular a vazão e a pressão no segundo chuveiro e novamente a perda de carga no trecho entre o segundo e o terceiro chuveiros. Essa seqüência deve ser repetida até cobrir todos os chuveiros da área de aplicação, só então , é que se calcula a perda de carga até a bomba, sem considerar os demais chuveiros. Cabe ressaltar que é imprescindível manter o equilíbrio em cada nó através do balanceamento de pressão uma vez que não pode coexistir duas pressões diferentes no mesmo ponto.

O cálculo da perda de carga é realizado através da fórmula de Hazen- Williams:

Para o cálculo das perdas de carga por atrito, aplica-se a fórmula de Hazen-Williams:

Onde J = perda de carga por atrito, em bars/m; Q = vazão , em dm3/min; C = fator de Hazen-Williams; d = diâmetro interno do tubo, em m.

Nota: Os fatores "C" de Hazen-Williams devem ser selecionados conforme a tabela da página seguinte:

Nota :Os valores de fator "C" de Hazen-Williams são válidos para tubos novos.

Passo 14: Cálculo da vazão e pressão no segundo chuveiro mais desfavorável.

Idem ao passo 13.

(Parte 7 de 9)

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