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Graptólitos

“O passado é a chave do Futuro!”

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Estratigrafia e Paleontologia 1º Semestre 2007/2008

Carlos Rodrigues n.º 25351 Biologia e Geologia

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Biologia e Geologia 1

Índice

Ordem Dendroidӕ3
5. Preservação………………………………………………………………8

1. Introdução…………………………………………………………………. 1 2. Classificação………………………………………………………………. 2 Ordem Tuboidӕ………………………………….. 4 Ordem Camaroidӕ………………………………. 4 Ordem Stolonoidӕ……………………………….. 5 Ordem Graptoloidӕ……………………………… 5 Ordem Crustoidӕ………………………………… 6 3. Morfologia………………………………………………………………… 6 4. Modo de vida……………………………………………………………… 8 6. Bioestratigrafia…………………………………………………………….. 9 7. Bibliografia………………………………………………………………... 10

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Ao longo da história da terra, que já conta com mais de 4,6 milhões de páginas, podemos contar várias alterações do planeta, alterações essas que podem ser mínimas ou até muito grandes como as extinções em massa. Posto isto, temos que colocar algumas questões tais como:

• Como podemos nós, seres humanos, afirmar com exactidão a idade do planeta quando existimos à muito pouco tempo?

• Como sabemos o comportamento do planeta ao longo da sua vida?

• Como sabemos quem e como viveu antes de nós?

Bem, para responder a todas estas perguntas foram necessários muitos anos de estudos e dedicação de muitos cientistas.

Para responder à primeira pergunta podemos atribuir ao planeta essa idade pelo facto de existirem minerais com propriedades radioactivas com uma taxa de decaimento bem conhecida. Ao encontrar-mos uma rocha que possua desses minerais conseguimos saber exactamente a sua idade.

Em relação ao comportamento do planeta ao longo da sua vida, existem várias hipóteses que nos levam a crer que realmente foi assim que tudo se passou pois, como por exemplo, a formação das montanhas em que encontra-mos o mesmo tipos de rochas em cadeias montanhosas de continentes diferentes e separados por um vasto oceano o que nos prova que, um dia, estiveram juntas.

O meu trabalho vai incidir principalmente sobre o tema da terceira pergunta, pois nós sabemos quem viveu antes de nós devido à existência de registos existentes nas rochas. A esses registos damos o nome de fósseis quando nós possuímos as marcas da existência tais como os próprios seres fossilizados, o nome de icnofósseis quando apenas possuímos vestígios da sua existência tais como marcas de arrasto, ou mesmo pegadas e damos o nome de somatofósseis quando possuímos fossilizados apenas partes do ser.

No meu trabalho falarei de Graptólitos. O nome provém do grego Graptos de significado escrito, e Lithos que significa rocha. Assim, podemos dizer que os Graptólitos se assemelham a traços esbranquiçados em rochas brancas do Silúrico.

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2. Classificação

Os graptólitos são um grupo de organismos que viveram principalmente nos períodos Ordovícico e Silúrico tendo alguns chegado até ao Carbónico (fig. 1). O seu estudo iniciou-se no século XIX mas teve um estudo mais detalhado a partir dos anos 40 com Roman Kolowski. Segundo Benton (1993), a classificação dos Graptólitos encontra-se num estado de fluxo após vários anos de estabilidade. Foram descritos por Lineu como sendo uma planta fóssil seguindo-se por Walch, no século XVIII como pertencente aos cefalópodes ficando na dúvida se seriam ou não coloniais. Em 1895, Winman afirmou que era impossível saber do que se tratavam. Finalmente no século X foram classificados como Hemichordata.

Geralmente os Graptólitos são classificados dentro do Filo

Hemichordata, mas existem muitas dúvidas de que esse filo seja monofilético, o que faria de Hemichordata um grupo artificial composto por dois Filos reais, os Filos Pterobranchia e Enteropneusa. Pelos seguintes cladogramas (fig. 2) podemos verificar as relações entre estes Filos relativamente a dados Moleculares e a dados morfológicos.

Figura 1: Filogenia geral dos Graptólitos (Melendez, 1982)

Dados Moleculares Dados Morfológicos

Figura 2: Relações entre Filos

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As afinidades com o Filo Hemichordata são a presença de um exoesqueleto em forma de tubos, a presença de suturas e dupla camada e um desenvolvimento colonial.

Segundo Piveteau (1953), a classe dos Graptólitos divide-se em seis ordens em que as podemos dividir em dois grupos em que o primeiro compreende os Graptólitos com Estolão quitinoso, tecas polimórficas (autotecas, bitecas e estolotecas) e rabdossomas ramificados na forma de arbusto. Geralmente bentónicos sendo por vezes epiplantónicos e as sículas são munidas de um órgão de ataque. Este primeiro grupo divide-se actualmente em quatro ordens: Debdroidӕ, Tuboidӕ, Camaroidӕ e Stolonoidӕ. O segundo grupo compreende os Graptólitos com um Estolão não quitinoso, tecas uniformes (autotecas), rabdossomas simples ou compostos com apenas alguns ramos que são os Graptoloidӕ ou Graptólitos propriamente ditos e os Tuboidӕ que são plantónicos ou pseudoplantónicos.

• Ordem Dendroidӕ

O primeiro registo data do Câmbrico Médio e o último registo data do Carbónico

Inferior, mais propriamente do Serpukhoviano. Apresentam rabdossomas ramificados flabeliformes a partir da sícula, tecas pequenas e em pequeno número, em alguns casos com as estipes unidas. Podem possuir estolotecas, bitecas e autotecas em que estas últimas se supõem masculinas e femininas.

Dictyonema Clonograptus

Esquema 1: EsquemaFiguras 3,4 e 5: Exemplos de Dendroidӕ

Dendrograptus de Dendroidӕ

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• Ordem Tuboidӕ

O fóssil mais antigo desta ordem data do Ordovícico Inferior sendo o mais recente do Silúrico. Estes fósseis apresentam formas semelhantes a dendróides, com estipes erectas possuindo autotecas e bitecas. Possuem uma ramificação irregular com estoloteca reduzida.

• Ordem Camaroidӕ

Esta Ordem é da idade do Ordovícico e possui uma autoteca com parte basal globulosa e uma coluna vertical. Alguns possuem estolotecas e bitecas. O nome é devido ao facto de possuir uma estrutura que se assemelha a uma câmara.

Esquema 2: Esquema deImagem 6: Exemplos de Tuboidӕ

Epigraptus Tuboidӕ

Esquema 3: Esquema de Camaroidӕ

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