Portfólio Intr. às Relações Internacionais

Portfólio Intr. às Relações Internacionais

(Parte 1 de 5)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

CENTRO DE CIENCIAS SOCIAIS E HUMANAS

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

PORTFÓLIO DE INTRODUÇÃO ÀS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

TRABALHO DE GRADUAÇÃO

EMELY LUBSCHINSKI

Santa Maria – RS

2010

PORTFÓLIO DE INTRODUÇÃO ÀS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

por

Emely Lubschinski

Portfólio realizado para a disciplina de Introdução às Relações Internacionais do curso de Graduação em Relações Internacionais, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS).

Professor Doutor José Renato Ferraz da Silveira

Santa Maria - RS

2010

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 5

8 de março de 2010 6

Palestra de Apresentação 6

09 de março de 2010 6

Planograma oficial e Bibliografia básica 6

Aula 1 - 15 de março de 2010 6

O Ensino das Relações Internacionais no Brasil: Problemas e Perspectivas – Shighenoli Miyamoto 6

Aula 2 - 16 de março de 2010 8

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 07 - 36. 8

Aula 3 - 22 de março de 2010 10

Aula 4 - 23 de março de 2010 12

Aula 5 - 29 de março de 2010 13

OLIVEIRA, Odete Maria. Relações Internacionais: estudos de introdução. 2 .ed. Curitiba: Juruá, 2002. p. 69-72 13

Aula 6 - 30 de março de 2010 16

Aula 7 - 05 de abril de 2010 16

Aula 8 - 06 de abril de 2010 16

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 111 – 170 Cap. III – As Teorias das Relações Internacionais 16

Aula 9 - 12 de abril de 2010 19

RODRIGUES, Gilberto Marcos Antônio. O que são Relações Internacionais. São Paulo: Brasiliense. 1994. Págs. 17-30 PARADIGMAS DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 19

Aula 10 - 13 de abril de 2010 20

RODRIGUES, Gilberto Marcos Antônio. O que são Relações Internacionais. São Paulo: Brasiliense. 1994. Págs. 30 a 50 20

Aula 11 – 19 de abril de 2010 21

Prova 21

Aula 12 – 20 de abril de 2010 21

Correção e Comentários a respeito da prova 21

Aula 13 – 26 de abril de 2010 21

MORGENTHAU, Hans J. La lucha por el poder y por La paz. Trad. Francisco Cuevas Cancino y um grupo de Estudiantes Del Centro de estúdios internacionales. Editorial Sudamericana. Buenos Aires. 21

Aula 14 – 27 de abril de 2010 22

ARON, Raymond. Paz e Guerra entre as nações. 2 ed. Editora Universidade de Brasília. Brasília. P. 189- 217 Cap. 5 – Os sistemas Pluripolares e os Sistemas Bipolares 22

Aula 15 – 3 de maio de 2010 23

NYE JR, Joseph S. Cooperação e conflito nas relações internacionais: uma leitura essencial para entender as principais questões da política mundial. São Paulo: Editora Gente, 2009. P. 1-15. 23

Aula 16 – 4 de maio de 2010 24

WILHELMY, M. Política internacional: enfoques y realidades. Centro Interuniversitario de Desarrolo. Págs. 65 -70 24

Aula 17 – 10 de maio de 2010 25

Aula Tira-Dúvidas 25

Aula 18 – 11 de maio de 2010 25

Prova 25

Aula 19 – 19 de maio de 2010 25

Correção da Prova e apresentação da matéria do II Bimestre de 2010 25

Aula 20 – 24 de maio de 2010 26

Prova surpresa (Atividade Diagnóstica) 26

Aula 21 – 25 de maio de 2010 26

OLIVEIRA, Odete Maria. Relações Internacionais: estudos de introdução. 2 .ed. Curitiba: Juruá, 2002. Págs. 129-182 Cap. III 26

Aula 22 - 31 de maio de 2010 – Segunda Feira 29

OLIVEIRA, Odete Maria. Relações Internacionais: estudos de introdução. 2 .ed. Curitiba: Juruá, 2002. Págs. 183 - ? Cap. IV 29

Aula 23 – 07 de junho de 2010 31

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 37 – 66 Sociologia das Relações Internacionais 31

Aula 24 – 08 de junho de 2010 31

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004.Págs. 67 a 82 Atores Internacionais 31

Aula 25 - 14 de junho de 2010 31

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 84-110. 31

Aula 26 - 21 de junho de 2010 32

PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 223 - 228 Cap. 5 – As Relações Internacionais do Brasil 32

Aula 27 – 22 de junho de 2010 33

José Renato Ferraz da Silveira - Palestra “O Brasil no novo cenário mundial” 33

CONCLUSÃO 36

BIBLIOGRAFIA 37

INTRODUÇÃO

Este Portfólio é uma proposta de trabalho apresentada pelo Professor Doutor José Renato Ferraz da Silveira à II turma do curso de graduação em Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria. Contém os resumos dos textos vistos em aula separados por data e também algumas anotações relevantes sobre assuntos comentados.

Esta proposta inovadora foi de extrema importância, pois os alunos geralmente não lêem os textos obrigatórios e talvez por ser o primeiro semestre esse descompromisso com as leituras se acentue.

O fato de terem, os alunos, de resumir todos os textos, separá-los por data e anotar comentários e debates, fez com que a concentração e o rendimento aumentasse, fato que, como o próprio professor comentou, refletiu-se como ponto positivo na resolução da maioria das provas.

8 de março de 2010

Palestra de Apresentação

Neste dia tivemos uma ‘Palestra Magna’ no auditório do CCSH, com a apresentação do Professor Doutor José Renato Ferraz da Silveira. Tomamos conhecimento da matéria a ser desenvolvida neste primeiro semestre do curso de Relações Internacionais, bem como o objetivo específico, o conteúdo programático, a definição da metodologia de trabalho e de avaliação, apresentação dos livros básicos e complementares. Foi abordado o tema “O que são Relações Internacionais”, fato importante, pois muitos dos recém-ingressos neste curso ainda tinham dúvidas e incertezas em relação ao tema.

09 de março de 2010

Planograma oficial e Bibliografia básica

Neste dia o professor José Renato aprofundou alguns temas vistos na palestra do dia anterior, apresentando também a proposta do ‘Diário’ (Portfólio), falou a respeito do grupo de estudos das principais obras do CACD e também do Núcleo de Pesquisas PRISMA. Foi-nos repassado o planograma oficial com a descrição do conteúdo a ser ministrado e também a bibliografia básica e complementar.

Aula 1 - 15 de março de 2010

  • O Ensino das Relações Internacionais no Brasil: Problemas e Perspectivas – Shighenoli Miyamoto

Este artigo analisa as condições sociais que criam a demanda pelo estudo das Relações Internacionais no Brasil e as exigências legais e institucionais para o bom funcionamento dos cursos de graduação nessa área.

Ao iniciar o texto citando a pergunta de um aluno de graduação em Relações Internacionais da PUC-MG, “O que nós vamos ser quando crescer”, Miyamoto consegue trazer ao leitor o questionamento de vários outros alunos de graduação, não só em RI, mas em diversas outras áreas, expondo o sentimento de insegurança que os rodeia no que diz respeito ao futuro profissional. Tal preocupação se deve ao fato de que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente e competitivo, apresentando ainda lacunas a serem preenchidas, devido à carência de profissionais habilitados em quantidade suficiente para atenderem à sua demanda.

A procura pelo curso de Relações Internacionais tem sido grande, permanecendo entre os cursos mais solicitados de algumas universidades como UnB, USP e UNESP. O surgimento de dezenas de cursos de RI nos últimos anos é um claro indicador dessa procura bastante acentuada.

As razões de tal demanda talvez estejam relacionadas com o fato de que o comércio internacional, os intercâmbios políticos, culturais e sociais, a entrada de grandes conglomerados estrangeiros passaram a ter importância crescente, causando grande impacto junto à sociedade brasileira.

Devido ao fato de o curso de Relações Internacionais ser ainda incipiente no Brasil – a 1° graduação surgiu em 1974 na UnB – grande parte das instituições de ensino que o oferecem não dispõem de um corpo docente altamente qualificado nem de um acervo bibliográfico satisfatório para atender às suas necessidades. Deficiências as quais devem ser rapidamente solucionadas, sob o risco de comprometer a qualidade do curso e por conseqüência seus alunos.

De acordo com a Portaria nº 641, de 13 de maio de 1997, da SESu, as Instituições de Ensino Superior interessadas em criar graduação em Relações Internacionais devem preencher padrões mínimos de qualidade, sendo estes, resumidamente:

  Coordenador e corpo docente com formação específica na área de RI.

  Pelo menos 1/3 dos professores constituintes do corpo docente devem ser doutores. Os demais devem ter titulo de mestrado ou especialização.

  A grade curricular deve ser satisfatória, contemplando disciplinas específicas de RI, bem como disciplinas auxiliares e correlatas, além de outras optativas.

  Quanto aos recursos de infra-estrutura, considera-se imprescindível a existência de uma biblioteca bem equipada com as obras básicas, além de Periódicos nacionais e estrangeiros.

O campo de trabalho para os internacionalistas nos próximos anos deverá ser promissor, dada a falta de pessoas especializadas nessa área e o momento pelo qual passamos parece favorecer os egressos de RI.

O que se espera de um bom profissional de Relações Internacionais é o domínio da Teoria e também o conhecimento prático que tanto interessa às empresas dos setores comercial e industrial, nacionais e estrangeiras, às instâncias governamentais e não-governamentais.

Claro que o domínio desses requisitos é difícil e demorado tendo ainda, o profissional, que se manter atualizado, realizar estágios, participar de eventos e viagens no país e no exterior, visando aumentar ainda mais seu leque de opções. Mas isso não ocorre também em várias outras profissões?

Aula 2 - 16 de março de 2010

  • PECEQUILO, Cristina Soreanu. Introdução às Relações Internacionais: temas, atores e visões. Petrópolis. Vozes, 2004. Págs. 07 - 36.

Complexas e instigantes, as Relações Internacionais se consolidam neste inicio de século XXI como uma das mais importantes áreas de reflexão e ação das sociedades e seus indivíduos. Neste livro, Cristina S. Pecequilo oferece uma introdução às RI, a partir de uma perspectiva brasileira acerca do tema, cujo estudo ainda ocorre basicamente através de uma literatura estrangeira originada dos grandes centros, em especial, os EUA.

A todo o momento encontramos na mídia referencias a fatos internacionais. Para o senso comum, tais eventos passam despercebidos, a não ser que impactos diretos possam ser sentidos, como o aumento do preço da gasolina por causa de guerras no Afeganistão. Essa compreensão parecia tender a manter-se estável, apenas no nível superficial, mas o que notamos é que nos últimos anos essa situação parece ter mudando.

Dado o aprofundamento dos impactos dos fenômenos e fatos internacionais nas sociedades domésticas, temos observado uma alteração na percepção de sua importância e uma maior preocupação na busca de um conhecimento específico.

O interno e o externo estão hoje cada vez mais interligados, sendo o isolamento, atualmente, quase impossível. Para dar conta dessa realidade, surgiram as Relações Internacionais, matéria específica do conhecimento humano que tem ganhado centralidade no Brasil. Estamos passando por um momento de ‘descoberta’ do Internacional e suas dimensões, e a maneira como isso nos afeta, demandando uma compreensão e ação direcionada e imediata. Por isso precisa-se de profissionais qualificados e em quantidade suficiente para atender a essa demanda, para evitar que análises equilibradas sejam substituídas pelo senso comum e pelo oportunismo.

Sobre o capítulo 1, destaca-se a explanação acerca do campo de estudos e de atuação profissional.

As relações Internacionais consistem em uma forma organizada de pensar as relações sociais que se estabelecem além das fronteiras dos Estados; trata-se de uma disciplina dedicada à análise do que acontece no ‘mundo de fora’ dessas sociedades, fornecendo parâmetros e instrumentais para interpretar e compreender esse campo de ação externo. Tais relações, dependendo da época histórica e do processo, oscilarão em torno de um eixo de cooperação e conflito. E, dependendo da sociedade e da situação, a pressão do internacional poderá correr de forma positiva ou negativa, em maior ou menor escala, testando desde a identidade dos povos até sua integridade e poder de resistência externo.

O objeto de estudo das Relações Internacionais são os atores, acontecimentos e fenômenos que interagem no sistema internacional.

As guerras, a paz, a diplomacia, as interações econômicas e culturais entre diferentes povos são alguns dos elementos que compõem a esfera do internacional e que têm implicações e efeitos sobre os homens. Dadas essas características, as RI são definidas como uma disciplina do campo das ciências sociais, que investigará a dimensão do internacional.

Embora hoje seja considerada uma disciplina fundamental para o estudo desse objeto específico, as Ri são uma matéria de estudo relativamente recente. Até as duas Guerras Mundiais, pensar o internacional era uma tarefa distribuída entre as demais Ciências sociais, não havendo identidade particular na área. [...] O que caracteriza propriamente as Relações Internacionais é o fato de elas constituírem fluxos que atravessam as fronteiras. [...] (Braillard, 1990: 82-83,86)

Pode-se sugerir que foi o crescimento e expansão do internacional que gerou a própria necessidade da Disciplina de Relações Internacionais. Essas relações não são, pois, determinadas pela natureza dos atores, entre os quais elas se estabelecem, mas pela estrutura do sistema no qual elas aparecem.

As relações internacionais definem-se como uma disciplina multidisciplinar, por se consistirem em uma disciplina orientada em torno de diversos eixos temáticos das ciências sociais, destacando-se como principais a Ciência política, a Economia, a Historia e o Direito. Assim, a identidade dessa área de estudos é múltipla, trazendo com isso fatores positivos e negativos.

Como pontos negativos, podemos salientar que, dada a fragmentação desta disciplina, se não for bem equilibrada e construída pode levar a deficiências de conteúdo, privilegiando alguns tópicos em detrimento de outros, sendo ainda acusada de não ser uma disciplina em si mesma, mas apenas uma coletânea de preocupações com o internacional. As Relações Internacionais podem ser acusadas ainda de serem excessivamente generalizantes e subjetivas, bem como as demais Ciências Sociais.

Já em termos de fatores positivos, podemos entender que a mesma fragmentação que antes era vista como ponto negativo, pode ser vista como uma força da disciplina, uma vez que permite compreender o objeto de estudo segundo diferentes prismas de forma abrangente. Assim, o conhecimento será construído a partir de uma base ampla e sustentado por diversas dimensões, o que propicia um olhar particular do profissional da área voltado para o internacional em particular. Eu particularmente escolho essa opção.

Ainda podemos destacar a variedade de caminhos de pesquisa, análise e atuação que estarão disponíveis dentro desta área múltipla. Dentre as áreas de especialização, podemos identificar diversos nichos temáticos: Estratégia e Guerra, Segurança Internacional, História das Relações Internacionais e Historia da Diplomacia, Economia e Comércio Internacional, Integração regional e Globalização, Análise de Política Externa, Direitos Humanos, Meio Ambiente e ainda estudos de caso, temas, países, regiões... entre várias outras...

As Relações Internacionais possuem um perfil disciplinar bastante específico e um campo de estudos amplo, mas que são pouco conhecidos no Brasil, apesar da forte tradição diplomática do Itamaraty, o nosso desenvolvimento no campo acadêmico é ainda recente, encontrando-se em fase de consolidação. Como razões para esse desenvolvimento tardio a autora menciona a tradição decisória brasileira, concentrada no Executivo, o que limita a participação de outros agentes nos processos políticos e a cultura pouco participativa do país. Além disso, o Brasil detém uma vocação e tradição pacífica na América do Sul e no sistema internacional, optando pela resolução negociada e não conflitiva de controvérsias.

No tocante à estrutura de um bom curso de Relações Internacionais, a autora reitera o que outrora vimos em aula com o texto de Shighenoli Miyamoto: ter um acervo bibliográfico respeitável e um corpo docente qualificado, e ainda uma grade curricular apoiada em quatro pilares básicos: Ciência Política, História, Direito e Economia. Bem como matérias específicas da área de Relações Internacionais e disciplinas complementares, dentre as quais menciona: Comércio e Economia Internacional e o estudo de OIGs e ONGs. Os cursos devem oferecer ainda atividades de aplicação prática do conhecimento, permitindo uma qualificação maior dos profissionais.

Talvez estejamos ainda longe de cursos dessa envergadura, mas tendemos a melhorar nessa direção, cabendo a nós, alunos e profissionais desta área lutar pela formação de cursos com essa estrutura, numa perspectiva pluralista e independente.

Diante de um cenário internacional em constante mudança temos, então, uma série de novas possibilidades se consolidando, dadas as pressões sofridas pelo Brasil no exterior e a sua busca de uma nova inserção. Mesmo que muito dependa do interesse da sociedade buscar mão-de-obra especializada e das condições gerais do mercado de trabalho e suas oscilações normais, caberá também aos profissionais da área agir de forma responsável e pragmática, abrindo e mantendo espaços.

Aula 3 - 22 de março de 2010

  • OLIVEIRA, Odete Maria. Relações Internacionais: estudos de introdução. 2 .ed. Curitiba: Juruá, 2002. Págs. 29 - 67

Este capítulo mostra o percurso até o surgimento das Relações Internacionais.

A Disciplina de Relações Internacionais percorreu longo trajeto antes de poder posicionar-se como conhecimento. Não é possível identificar uma data exata e nem mesmo aproximada do surgimento das Relações Internacionais já que estas se deram desde os primeiros relacionamentos humanos em suas ainda recentes comunidades, tendo seguimento através de outros fatos de entrosamento, como guerras, religião e comércio.

Posteriormente, com o surgimento dos tratados e acordos, formou-se o Direito das Gentes concomitante, curiosamente, com relações de poder e de conquistas dominantes dessas épocas, assinaladas por grandes impérios.

Com o aparecimento do Estado-Nação poderoso e soberano, após a Idade Média, os povos aproximaram-se, estabelecendo interessante interação entre os indivíduos e suas sociedades, fortalecendo, como conseqüência, suas relações, chamadas Relações Internacionais, pois até essa época os relacionamentos verificados entre as comunidades tinham natureza meramente circunstancial. Desconheciam-se o princípio do equilíbrio de poder ou da força, a manutenção do status quo e da defesa coletiva, emergindo apenas dos séculos XV e XVI as primeiras alianças políticas de competição pelo poder.

Estudos e reflexões sobre essa complexa temática reúnem-se em torno de um rico acervo teórico, legado por juristas, filósofos, cientistas sociais e políticos ligados a esse âmbito. Na conquista de sua independência científica, as Relações Internacionais foram antecedidas por outros conhecimentos, como o Direito Internacional, a História dos Tratados, a História da Diplomacia e o conhecimento da própria Diplomacia como disciplina.

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